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Cardiologista Manoel Paz Landim é segundo classificado em concurso nacional

NOVOS POETAS
15 de julho de 2019
O médico concorreu com 284 novos poetas espalhados pelo Brasil
Nascido e criado em Jales e membro de uma família com raízes na cidade desde os seus primórdios, Manoel Ildefonso Paz Landim é mais conhecido por seu trabalho à frente do Centro de Cardiologia que leva seu nome. 
Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, ele tem título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. 
Nos meios acadêmicos, é Mestre em Medicina pela Famerp-São José do Rio Preto, Cardiologista/Preceptor do Ambulatório de Hipertensão Arterial do Departamento de Clínica Médica da Famerp e doutorando pela mesma instituição.
No ano passado, Manoel surpreendeu seus pacientes, que ficaram sabendo pelo Jornal de Jales que aquele cardiologista tinha se tornado aluno da Escola Livre de Teatro e iria estrear como ator e diretor da peça “Gota d’Água”, de Chico Buarque. A situação inusitada lhe valeu até entrevista na TVI, afiliada do SBT/Araçatuba.
Agora, nova surpresa. Participando do Concurso Nacional Novos Poetas, Manoel foi classificado em 2º lugar concorrendo com outros 284 participantes.

O QUE
Segundo Isaac Almeida Ramos, organizador do livro “Poesia Livre 2019, “na obra verifica-se uma diminuição da distância entre a linguagem falada e a linguagem literária, desta forma, também uma diminuição da distância entre o leitor e a poesia”.
Ainda de acordo com Ramos, “o grande poder de comunicação da nova poesia, o poeta como um homem do povo, está sempre perto do povo. O leitor certamente encontrará um espelho de sua própria alma”.

Eis o poema premiado no Concurso Nacional Novos Poetas

ORIENTE PRÓXIMO

Insosso,
Procuro
O oriente e seus
Cravos, canelas
Sóis especiais.
Eu,
Desidratado
Busco
Luz na aurora que desperta
Os perfumes de um amor
Ardente.

Renascer caminhos do leste,
Trilhar velhas rotas,
Retirar bandeirinhas
Marcadores de sepulcros a serem esquecidos,
Jamais revisitados,
Perdidos nos mares do nunca dantes.

Enterrar infernos e Dantes,
Caminhos do oriente.
Chegarei com
Alforjes aliviados,
Esvaziados,
Cargas ao mar.

Caminhos, orientem-se!
Ventos de popa, orientem-se!
Costumes, orientem-se!

O oriente nas velhas vestes
Faz seda com o suor que irei buscar.

Velhos lobos, ao mar!
Novos orientes, venham navegar
Nas velas orientadas.
O oriente acaba de chegar.

Oriente pimentas de bocas úmidas.
Ardor missionário.
Convertidos judeus novos,
Infantes amores.

Velhos nomes de livros nomeando gostos virgens
Evocando deuses elefantes
Vacas sagradas
Cascatas orientais de leite, maná e mel
Vou buscar meu doce
E oriento toda minha vida

Manoel Paz Landim - Jales/SP