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Câncer de tireóide é mais comum em mulheres

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o Brasil, em 2012, estimam-se 10.590 casos novos de câncer da tireoide
15 de janeiro de 2012

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o Brasil, em 2012, estimam-se 10.590 casos novos de câncer da tireoide, com um risco de 11 casos a cada 100 mil mulheres. Considerado o tipo de câncer mais comum da região da cabeça e pescoço, o câncer de tireoide é três vezes mais frequente no sexo feminino. Caso recente é o da presidente da Argentina Cristina Kirchner, anunciado no fim de 2011. 
“O câncer de tireoide é um conjunto de alterações tumorais que podem acontecer na glândula tireoide. O tipo mais comum é o carcinoma papilífero, responsável por cerca de 80% dos casos de câncer de tireóide, o mesmo diagnosticado no início em Cristina Kirchner. Este tipo de câncer pode ocorrer em qualquer idade, porém há predomínio dentre os 30 a 50 anos, principalmente no caso do tumor papilar da tireoide”, explica Dr. Hezio Jadir Fernandes Jr, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). 
O sintoma mais comum deste tipo de câncer é o surgimento de nódulo palpável na tireoide, região baixa do pescoço. A maioria dos nódulos acaba sendo diagnosticado por meio de um exame de rotina, seja a palpação da tireoide por um médico ou a realização de uma ultrassonografia. Neste caso, pode-se encontrar nódulos muito pequenos, o que oferece uma perspectiva de cura precoce. 
Indagado sobre o caso da presidente da Argentina que teve o diagnóstico inicial de câncer na tireoide e após cirurgia foi detectado apenas um adenoma folicular benigno, Dr. Hezio explica que “mudanças no diagnóstico, em casos semelhantes ao de Cristina Kirchner, não são incomuns. É provável que os nódulos encontrados na tireoide retirada com a punção tenha sido suficiente para detectar o adenoma e não um câncer.”
Para o câncer de tireoide, a prevenção também é possível. “Pode-se prevenir este câncer evitando a exposição à radiação. A radiação ionizante, seja em virtude da exposição a tratamentos ou ambiental, assim como a ocorrência deste tipo de câncer na família e alterações genéticas são consideradas fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da tireoide”, afirma o oncologista. 
Quando maligno, o tratamento do câncer da tireoide é cirúrgico. Dr. Hezio explica que “a cirurgia poderá envolver a retirada de toda tireoide, a retirada parcial da mesma, assim como a abordagem dos gânglios linfáticos ao redor da glândula”. Nos principais tipos de câncer de tireoide - papilífero e folicular - preconiza-se a terapia com iodo radioativo, visando ‘matar’ as possíveis células tumorais residuais. 
 
Paula Saletti
(Time comunicação)