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Caminho definido

por Lucas Rossafa
04 de dezembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
O Brasil conheceu, em sorteio realizado na cidade de Moscou, o caminho para alcançar o hexacampeonato mundial. Cabeça de chave do Grupo E, a Seleção terá pela frente Suíça, Costa Rica e Sérvia na fase de grupos.
A estreia está marcada para 17 de junho, domingo, em Rostov, diante dos suíços. Cinco dias depois, enfrenta os costarriquenhos, em São Petersburgo. Por fim, mede forças com a Sérvia, no dia 27, em Moscou, na quarta-feira. Teoricamente, os comandados de Tite são favoritos e devem avançar sem dificuldades, levando em consideração as últimas atuações. 
Entretanto, como estarão hospedados em Sochi, o deslocamento para três sedes diferentes na primeira fase pode pesar. Caso a equipe nacional avance em primeiro, pega o segundo colocado do Grupo F, composto por Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul. Um confronto contra a Inglaterra, nas quartas de final, assim como 2002, não está descartado.
Um dos principais objetivos no momento, além de estudar os rivais, é formar um elenco forte e competitivo, embora a base já esteja bem definida. Ainda não se tem definido os suplentes de algumas peças importantes, como Paulinho e Gabriel Jesus – Neymar está fora da lista porque não há nenhuma opção que o substitua à altura. O período de testes ainda continua, mas a insistência em nomes que pouco contribuem incomoda.
Os Diegos (Ribas, Souza e Tardelli) e Taison são os exemplos. Dois talentos do Grêmio, destaques na campanha do tricampeonato continental, merecem espaço: Luan e Arthur. Enquanto o atacante, eleito o melhor jogador da Libertadores, tem qualidade incontestável e é versátil, o volante cresceu muito de produção nesta temporada. Desarma como poucos e tem boa saída de jogo, o que facilita na construção de jogadas. Apesar de jovens, já mostraram o que podem render em momentos decisivos.
Entre os 32 participantes, Alemanha, Espanha, Brasil e França surgem como possíveis candidatos à taça. Dos quatro, atenção especial para os nossos algozes de 1998. Comandados por Didier Deschamps, os Les Bleus precisam ser levados a sério. Pogba, Dembélé, Mbappé e Griezmann são ícones de uma geração de respeito. No meio, ainda, há Kanté, Matuidi, Rabiot, Bakayoko, Tolisso e Lemar. Uma máquina de muita força e categoria. É necessário lembrar, por outro lado, que os franceses eram superiores a Portugal na Eurocopa de 2016, mas não fizeram por merecer o título.
O caminho está definido, salve-se quem puder. Como o título é o objetivo final, escolher adversário no mata-mata é proibido. E eu já ouvi que o Grupo E é de “exa”.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa