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Cabeça Feita de 28 de fevereiro

Facip dos velhos tempos
29 de fevereiro de 2016
Está chegando à festa mais popular da cidade. Pelas conversas que ouço por aí nem é mais tão popular assim. Muita gente recorda com nostalgia o tempo, não tão longe, uns trinta e poucos anos atrás, em que a feira era de graça, vinha gente da região toda e tinha até fila para entrar.
Tentei contra-argumentar que os tempos são outros e que seria quase impossível realizar um evento nessas proporções somente com dinheiro público. Os artistas enlouqueceram ao cobrar fortunas por shows que nem sempre são espetaculares como deveriam. O espaço é caro, gasta-se muito e ás vezes o organizador perde ou ganha ,mas a verdade é que ninguém quer colocar o seu na reta.
Qual não foi meu espanto ao tomar conhecimento que em décadas passadas era permitido levar isopor com sanduíches e bebidas para a família não ter que gastar dentro do recinto. As famílias com menos poder aquisitivo faziam piqueniques além de passear para lá e para cá. Hoje não é permitido entrar sequer com uma garrafa de água e o povão leva o dinheiro contadinho da cerveja, do cachorro quente e do churro.
As moçoilas levavam meses preparando os trajes com os quais iriam desfilar durante os dez dias de festa (isto mesmo: dez dias), e devido ao frio que fazia no mês de abril há trinta anos, todos podiam exibir suas melhores botas, cintos, camisas de xadrez e jeans. Era o uniforme da geral. Hoje com o El nino enlouquecido e as temperaturas semelhantes às de um caldeirão do inferno (dizem que é muito quente por lá), o show fashion significa muitas pernas e polpas das bundas de fora para deleite dos rapazes. Casacos de frio? Nunca mais. A tendência é usar biquíni nas próximas feiras.
É mais um sinal dos tempos. Que o digam os cariocas saudosos de seus blocos inocentes na Av.Rio Branco com os homens fantasiados de piranha e as mulheres , mesmo as piranhas, ainda tinham certa compostura.Hoje não se sabe quem é o que.E no lugar das marchinhas ficou o Funk e os safadões da atualidade.
Não sinto nostalgia em função dessas mudanças. São inevitáveis. Outras mudanças estão ocorrendo em várias áreas que nos possibilitam viver mais tempo e com mais saúde para que possamos acompanhar o que ainda está por vir. Só Jesus na causa!
 
 Luiza Elizabeth da Silva
(especialização em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas)
e-mail: luizaeli@gmail.com
www.luizacabecafeita.com.br