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Cabeça Feita de 13 de março

APENAS UMA HISTÓRIA DE AMOR
14 de março de 2016
Dizem que amor quando é amor não faz sofrer nem deixa o coração magoado e ferido. Então eu não sei o que é amar, pois todas as vezes que o fogo da paixão tomou conta de mim eu saí com a alma despedaçada.
Isso pode até dar letra de música sertaneja, daquelas que o caboclo sofre pelo ser amado até cair debruçado numa mesa de bordel fazendo declaração de amor pra uma prostituta qualquer. Quem nunca sofreu assim por alguém não sabe o que é ter uma história de amor. E história de amor, senão for triste não merece ser contada.
Foi assim:  Eu tinha alguém que comigo morava...”  Oooops! Isso é letra de música.Mas é uma história que fala de um amor que não tinha esperança.Ela tinha alguém que um dia tinha amado e que lhe dava um amor terno e bom.Aquele amor que toda pessoa quer ter mas sempre encontra na pessoa errada.
Vontade de trocar aquela criatura que eu morava por aquela que compreendia meu ser, mas se entregou a outro alguém. A velha história do “Ieda que amou João que amava Maria que amava José que casou com Ieda que nunca esqueceu João...” Mas fiquei ali, esperando que o sofrimento passasse ou que o outro não casasse e voltasse pra mim.
Tarde de um sábado quente, eu e ele na cama, exaustos de fazer o que ele chamava de amor e eu naquela tarde em especial chamei de tortura. Era o dia em que o outro por quem eu chorava ia se casar.Passei o dia como se tudo estivesse normal e horas trancada no banheiro pra poder chorar sozinha.
De repente, não mais que de repente o telefone toca. O alguém que comigo morava dormia como todo homem depois do sexo, com o braço abraçando meu corpo. Esgueirando-me da cama atendi o telefone e a voz do outro lado disse –“Alo, estou pronto pra sair para a igreja, mas não quero ir, não posso ir, descobri que é com você que quero ficar! ”
Eu ali, escondida debaixo da cama comecei a chorar e não conseguia emitir um som sequer. Antes assim, chorei em silêncio e depois de alguns longos segundos ouvindo a respiração ofegante do outro lado da linha, respondi num sussurro: “Segue teu caminho que vou seguir o meu, não façamos ninguém mais sofrer por esse amor que nasceu para não ter futuro”.
Desliguei o telefone e tomei um porre naquele final de tarde enquanto o amor da minha vida levava outra para o altar. É uma história brega que, aposto, muita gente viveu. Muitos homens e mulheres, com certeza já viram sua paixão mais escondida desaparecer na esquina pelas mãos de outro alguém.
Descobri que paixão o vento leva e amor com o tempo a gente esquece, principalmente quando aprendemos a amar quem sempre nos deu amor. É claro que sempre perguntaremos se valeu a pena renunciar a uma paixão. Nunca saberemos. E não vale a pena saber. Tanta coisa na vida seria diferente se levássemos nossos desejos para uma direção diferente na estrada. Quem vai saber? E, se ...?
 
Luiza Elizabeth da Silva(especialização em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas)
e-mail: luizaeli@gmail.com
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