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Brasil: direita ou esquerda?

Perspectivas por Osmar Gabriel
07 de julho de 2019
Osmar Gabriel
Continuamos assistindo através dos meios de comunicação à troca de farpas entre os militantes da direita com os da esquerda da velha política brasileira. Isso tem o incentivo de alguns “jornalistas” que insistem em reduzir o que está ocorrendo no país e no mundo ao velho, mofado e já ultrapassado embate de esquerdistas e direitistas. 
Olhando para a história mundial sabemos que o comunismo teve seu fim decretado e varrido em1989, com a queda do muro de Berlim, e a partir de então a podre União Soviética ruiu e explodiu em dezenas de pedaços, jogando na lata do lixo tudo o que tinha aprendido em geografia. 
Até meados de 2008 o capitalismo era vitorioso, quando um grande colapso financeiro dos USA quebrou o mundo e trouxe uma completa falência global. Sendo assim chegamos à conclusão de que a esquerda morreu e a direita se ridicularizou e faliu e ambos fazem em covas não muito profundas, mas estão enterrados enquanto modelos econômicos de valia no mundo moderno. 
A China, continental país comunista, compra bancos e tem quatro deles entre os dez melhores do mundo. Esse comunismo chinês tem bolsa de valores e roda na ciranda financeira como gente grande, até a ponto em que seu PIB rivaliza frente a frente com o dos USA, e hoje faz parte de um processo importante com seu crescimento onde seus índices financeiros determinam a economia mundial. 
Os USA viveram em 2008 um prejuízo incalculável e foi socializado. O governo americano fez na ocasião um socorro milionário para a iniciativa privada incompetente e criminosa com bilionárias verbas públicas, fazendo inveja ao nosso BNDES. Foi essa a falência histórica e se reduziu à esquerda versus direita.  Dói ler artigos de “jornalistas” de ambos os extremos rebaixarem os problemas atuais a esta disputa bolorenta.  Foi para o mundo uma grande lição saber que a transferência de erários públicos (nossos impostos) ao setor privado sem qualquer regulamentação se provou um equívoco, pois os donos da iniciativa privada o usaram para aumentar suas fortunas pessoais.  Descobriram que com a globalização (outra falácia), os mercados financeiros do mundo estavam à disposição para uma lucrativa especulação.
Ficaram mais ricos à custa dos mais pobres. Então, senhores “jornalistas”, a principal discussão a ser abordada nos dias de hoje é sobre distribuição de riquezas – não é sobre esquerda e direita. Poderíamos pensar num tema central: que tipo de economia precisamos ter para redistribuir as riquezas de forma mais justa.

Osmar Gabriel
(Corretor de Imóveis
RG 8.320.382)