jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

BOM DE BRIGA ...

Fique Sabendo
02 de julho de 2017
Deputado federal Fausto Pinato foi à televisão e se declarou a favor do presidente Temer - Foto Charles ShollFutura Press
BOM DE BRIGA- O deputado federal Fausto Pinato (PP) apareceu dando entrevista no Jornal Nacional de 4ª feira defendendo, em tom exaltado, o presidente Michel Temer. Pinato é membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, por onde tramitárá inicialmente a denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra o Presidente da República. 

BEM NA TELA-  O deputado da região sabe atrair holofotes. Vale lembrar que no julgamento do deputado federal Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara,  Pinato foi sorteado relator, mas acabou destituído da função . Esperto, ele virou o jogo, transformando o “chega-prá-lá” que levou do grupo de Cunha  em pontos a favor, dando incontáveis entrevistas sobre o assunto, ou seja fazendo do limão uma limonada
 
BOM DE URNA- O professor Antonio Sanches Cardoso, sepultado no último dia 25 de junho, quarta-feira, é considerado pelos observadores da cena política local  o maior fenômeno eleitoral  dos últimos 20 anos em Jales. Professor concursado da rede estadual de ensino, Rato disputou sua primeira eleição em 1988, elegendo-se vereador pelo PT, atropelando outros concorrentes muito mais conhecidos no partido .O resultado eleitoral deixou sequelas  e, antes mesmo da posse, ele migrou para o PFL.

ARRASA QUARTEIRÃO- Em 1992, Rato disputou novamente a vereança e mostrou que tinha tudo a ver com a urna, transformando-se no vereador mais votado, conquistando 1.378 votos. Naquela eleição, ele acabou derrotando um peso-pesado, o ex-prefeito Valentim Paulo Viola (PMDB), que tinha entrado na disputa para ser uma espécie de puxador de votos do partido, cujos candidatos majoritários eram Garça para prefeito e Jayme Pêgolo para vice

VOO-SOLO- De olho em planos maiores e sentindo que iria encontrar dificuldades para ser candidato a prefeito pelo PFL, Rato deu o pulo do gato e optou por um partido nanico, o PMN. Seu instrumento de campanha era um carro de transporte de doentes, apelidado por esta coluna de “ratomóvel”. Seis meses antes da eleição, o Jornal de Jales publicou uma pesquisa realizada por um instituto de Londrina-PR que media a preferência do público por empresas e empresários . Como era ano eleitoral, o instituto incluiu um item —“político-destaque do ano”. Rato estourou com 66% de aprovação. O instituto acertou na cabeça. Aberta a urna, Rato teve 67,03% dos votos, tendo como companheiro de chapa Humberto Parini, do PT. 

BRIGA DE FOICE – A lua de mel entre o grupo de Rato e os petistas durou apenas dois anos. Conflitos internos no âmbito da administração municipal levaram o prefeito e os petistas ao rompimento. Já refeitos da goleada sofrida em 1996, PFL e PDS se reorganizaram e, em 2000, lançaram José Carlos Guisso para prefeito e Hilário Pupim de vice. Rato concorreu à reeleição, tendo o vereador Porquinho como vice. Deu Guisso na cabeça.Em 2004, Rato tentou novamente a Prefeitura, mas foi suplantado por Parini (PT), Flá (PFL), ficando à frente de Nice Mistilides (PSDB) e Hilário Pupim (PTN).

 NA BOCA DO GOL- A trajetória política de Rato poderia ter sido mudada se, em 1998,   ele tivesse aceitado o convie de seu partido, o  PMN. para ser candidato a deputado estadual.  No cálculo dos dirigentes partidários, o prefeito se elegeria só com os votos que tivera em Jales, mais de 16 mil. Apesar dos argumentos e da insistência, Rato preferiu continuar prefeito. 
 
 VOTO DE PESAR – A Câmara Municipal de Fernandópolis aprovou projeto de lei do vereador João Pedro Siqueira (PTB), que acab a com o uso político do Voto de Pesar. Com  o novo dispositivo acrescentado no Regimento Interno, toda homenagem póstuma será enviada à família do falecido em nome da Câmara e não mais do vereador que a propôs. João Pedro disse que o novo dispositivo  vai colocar  fim à verdadeira corrida para saber quem apresentava primeiro votos de pesar.