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Bolsonaro e a Santa Casa de Jales

Editorial
25 de novembro de 2018
Os administradores das Santas Casas de São Paulo, Santos, Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Juiz de Fora (MG) foram recebidos na última terça-feira, dia 20 de novembro, pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. 
Segundo relato do jornal O Globo, os dirigentes levaram ao capitão reformado um documento com pleitos e sugestões do grupo. A principal demanda das Santas Casas é que o governo redistribua a verba da tabela de pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a eficiência e volume de atendimento dos hospitais. 
Como Bolsonaro afirmou que vai estudar o assunto abre-se uma janela de oportunidades para a Santa Casa de Jales.
Se efetivamente o critério de pagamento da tabela SUS for mudado e contemplar eficiência e volume de atendimento, é absolutamente certo que  o único hospital geral de Jales, que  completa 60 anos de fundação na próxima terça-feira, dia 27 de novembro, finalmente será recompensado pelo governo. 
Como até as crianças da pré-escola sabem, a Santa Casa de Jales é um oásis em meio a um deserto de problemas vividos pelos hospitais filantrópicos da região que, hora sim e outra também, ameaçam até interromper o atendimento por falta de recursos no caixa. 
Com a Santa Casa de Jales acontece o contrário. Trata-se de um espaço de cura respaldado por 350 colaboradores,  80 médicos de 14 especialidades, que atendem aproximadamente 16 mil  pacientes, dos quais 70% de usuários do SUS, oriundos de 16 municípios da região e estados limítrofes. E o que é principal: a performance do hospital se dá com as contas rigorosamente em dia, não devendo nada a fornecedores ou equipe técnica.
Não bastassem números tão exuberantes, a comunidade da Santa Casa de Jales, aí incluídos o provedor Junior Ferreira, Mesa Administrativa, Irmandade, pode comemorar uma conquista recente altamente auspiciosa.
Segundo números  aos quais o Jornal de Jales teve acesso, no período de 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano, a Santa Casa atendeu 14.007 pacientes, dos quais  só 369 foram transferidos para outros hospitais.
Trocando em miúdos:  o índice de resolutibilidade atingiu  97,37% revelando o alto padrão dos recursos humanos, especialmente os médicos da emergência e clínica médica, que estão resolvendo os casos por aqui.
 Ou seja, em linguagem futebolística, é possível cravar que  o time da Santa Casa não somente encara as “bolas de curva” que chegam ao hospital como também as “mata no peito”.
Não se trata de chutômetro. Segundo Rafael Carnaz Prado, administrador hospitalar, os números baseiam-se em relatórios do Sistema de Gestão (Wareline) e consultas ao portal estadual Cross. 
Diante de tal realidade, nem é preciso esperar terça-feira, 27, para cantar “parabéns a você” para a Santa Casa em regozijo ao seu 60º aniversário.