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BOLA DENTRO – Ao convidar o Dr. Sinval Malheiros para a inauguração da iluminação do campo da Fepasa, quarta-feira, dia 1º de maio, o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) fez um gesto político que poderá trazer dividendos mais à frente.

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05 de maio de 2019
Ex-deputado federal Sinval Malheiros discursou na inauguração da iluminação do campo da Fepasa ladeado pelo presidente da Câmara, Tiquinho, e prefeito Flá
BOLA DENTRO – Ao convidar o Dr. Sinval Malheiros para a inauguração da iluminação do campo da Fepasa, quarta-feira, dia 1º de maio, o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) fez um gesto político que poderá trazer dividendos mais à frente. Deputado federal durante dois mandatos, foi Malheiros quem, a pedido do vereador Tiquinho, arrancou os recursos junto ao Ministério do Esporte. A verba só saiu na atual administração.  Na eleição do ano passado, o ex-parlamentar, conhecido em Catanduva e toda a região como o “médico dos pobres”, ficou na suplência. Em Jales, fazendo dobradinha com Luís Henrique Moreira, candidato a deputado estadual pelo Podemos, ele teve 450 votos.

REFAZENDO CONTAS –Em tom bem humorado, o engenheiro mecânico Adilson Dalprá, assinante deste jornal, fez uma ressalva quanto ao editorial “Conta de soma zero” publicado na edição de 28 de abril, analisando o equívoco dos vereadores de Jales em aprovar moção de repúdio ao presidente Jair Bolsonaro quando este teve a má ideia de tentar mudar a História do Brasil, transformando o golpe militar de 31 de março de 1964 em “movimento cívico” a ser comemorado.

MENOS UM- Como o editorialista afirmou que para a cidade de Jales a moção de repúdio dos vereadores jalesenses foi “gol contra” e “política de soma zero”, já que nenhuma outra casa legislativa do país tinha se manifestado daquela forma, Adilson, acostumado a cálculos milimétricos, ponderou: “se teve gol contra, então não é conta de soma zero: é de menos um”.

PARTIU APARECIDA – No encerramento da missa das sete e meia da manhã de domingo passado, dia 28, o celebrante, bispo Dom Reginaldo Andrietta, anunciou que ficaria 10 dias fora da diocese participando da Assembleia Anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Aparecida. E antecipou que importantes temas de interesse nacional estariam sendo debatidos. 

FACÃO- Em certo trecho de sua fala, o bispo referiu-se às eventuais perdas decorrentes da reforma da Previdência, em debate no Congresso Nacional, que poderiam prejudicar a classe trabalhadora. E aproveitou para deixar bem claro que toda vez que se refere aos privilégios existentes no país não está criticando os pequenos empresários até porque, segundo ele, conhece a dura realidade deles. E revelou: “meu pai tinha uma marcenaria onde eu comecei a trabalhar com sete anos e tenho dores até hoje por causa daqueles tempos ”.  Em alusão à reforma da Previdência, permitiu-se uma brincadeira: “aliás, quero avisar a vocês que eu escapei do facão do governo. Desde o início desta  semana, sou um aposentado”.

CAUSA PRÓPRIA – Aprovado no vestibular, o ex-prefeito Humberto Parini (PT), que governou Jales durante oito anos —de 2005 a 2012 —integra a primeira turma do curso de Direito recém-implantado na Unijales. Ele, que é graduado em Odontologia e trabalhou 30 anos na profissão, elogiou o nível do curso, especialmente o preparo do corpo docente. Indagado se pretendia exercer a profissão depois de se formar, Parini brincou: “estou estudando para fazer minhas próprias defesas”.

ÁGUA NA VEIA – O ex-prefeito admitiu que, com a avalanche de processos que caíram sobre sua cabeça após o término do mandato, inclusive com multas e bloqueio de bens, só não pirou porque aprendeu a se manter equilibrado. Vale lembrar que, em 2016, pouco antes das convenções municipais, ao ser entrevistado no programa Jornal do Povo, da Rádio Assunção, sobre a possibilidade de ser candidato novamente, ele cunhou frase impactante: “aconselho todo aquele que quiser ser candidato a prefeito a fazer um exame de sanidade mental...”. 
 
MADRINHA – Ao som de uma roda de samba, a cantora e compositora Beth Carvalho foi velada e, posteriormente, cremada quarta-feira, dia 1º de maio, no Rio de Janeiro. Ela faleceu no dia anterior aos 72 anos.  Chamada de “madrinha do samba”, ela abriu as portas do mundo artístico para uma série de sambistas de raiz dos subúrbios cariocas como o grupo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha e muitos outros, além de resgatar ícones como Cartola e Nelson Cavaquinho.

PODER DE FOGO – O que pouca gente sabe é que, no auge do sucesso, depois de enfileirar hits como “Andança”, “1800 colinas”, “Vou festejar”, músicas cantadas de norte a sul do Brasil, a estrelíssima Beth Carvalho, contratada pelo fundador Clóvis Pereira, cantou no show de inauguração do Jales Clube, em outubro de 1980, em baile que teve a animação do Super Som T.A., considerada a melhor e mais cara banda do Brasil na época.

PALCO E BOLA – Outra lembrança curiosa. Beth esteve em Jales acompanhada de seu marido na época, o lateral esquerdo Edson, que passou pelo Corinthians, São Paulo e até pela seleção brasileira. Sem afetação nem estrelismos, Edson, tipo bonitão que fazia enorme sucesso com a mulherada, deu simpática entrevista ao Jornal de Jales no camarim do Jales Clube.