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Bem-vindo de volta!

por Lucas Rossafa
28 de janeiro de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Com grande divulgação nas redes sociais, o Santos anunciou, na última quinta-feira, a contratação de Gabriel Barbosa, por empréstimo de um ano, com custo de R$ 6,6 milhões. O Menino da Vila retorna à Baixada, onde deu seus primeiros chutes nas categorias de base aos 11 anos, para tentar retomar o futebol apresentado antes de ser vendido à Itália.
A vinda do Menino da Vila é um reforço de peso ao setor ofensivo. O garoto de 21 anos está longe de ser craque, mas será titular absoluto graças às carências do ataque e ao investimento realizado. Com as saídas de Zeca, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o técnico Jair Ventura tem tido dificuldades do meio-campo para frente, o ponto mais frágil até então.
No entanto, Gabigol não pode ter a responsabilidade de resolver todos os problemas do Peixe. Ele deve ter a consciência de que, embora cheguecom status de ídolo, tem a missão de somar. Desde que foi negociado na metade de 2016, o atacante não conseguiu atuar em alto nível. Além de ter sido esquecido por Tite na Seleção, mesmo com a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, teve passagens catastróficas pela Internazionale e pelo Benfica.
Por outro lado, não há dúvidas de que Gabriel tem talento e potencial para fazer a diferença no Brasil. É bom jogador pelo fato de finalizar com qualidade e ter bom posicionamento dentro da área. Todavia, precisa aprender a jogar com a boca fechada.Quando foi comandado por Dorival Júnior, o atleta recebia vários cartões por imaturidade e reclamava pelas faltas sofridas/cometidas. Com a disputa da Libertadores a partir de março, ele terá a missão de ser um dos líderes, mesmo com pouca idade, na busca pelo tetracampeonato.
Vale lembrar que, com raras exceções, uma andorinha não faz verão. E o novo reforço não entra neste seleto grupo. A atual temporada, ao que tudo indica, deve ser complicadíssima para o clube.Com problemas financeiros, perdas consideráveis e reposições fracas, o santistaracional não tem perspectivas favoráveis para o restante do ano.
Na história do Alvinegro Praiano, a aposta na base, em situações adversas, foi a solução que mais trouxe sucesso. Em 2002, no título brasileiro, com Robinho, Elano e Diego; em 2009, com Neymar e Paulo Henrique Ganso, nas conquistas da Copa do Brasil e da Libertadores; em 2015, com Gabriel e Geuvânio, no bicampeonato paulista.
E o que o torcedor mais quer é que Gabigol lidere a equipe, ao lado da garotada promovida na pré-temporada, em novo ressurgimento.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa