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Bem-estar dá dinheiro

Editorial
30 de julho de 2017
Quando alguma empresa deseja diversificar atividades ou abrir outras frentes de faturamento, os economistas costumam dizer ou escrever que, para que tal passo à frente seja dado, será necessário lançar mão de “ativos”.
O que seriam estes ativos? Em linguagem bem simples, trata-se de bens acumulados que possam ser utilizados a qualquer momento para garantir o crescimento. Ou seja, patrimônio disponível para fazer a roda girar.
Transpondo o raciocínio típico do economês para a vida nossa de cada dia, é possível afirmar que determinados municípios têm ativos valiosos que podem alavancar crescimento, leia-se, dinheiro correndo.
 Jales é um caso exemplar de quem tem ativos não devidamente explorados  até hoje em termos de formulação de políticas que possam atrair investidores. 
Não se trata de bairrismo idiota, mas de fato concreto, como demonstrou este jornal na edição de 23 de julho ao noticiar em manchete no alto da primeira página a classificação do município no Índice de Bem Estar Urbano Municipal  divulgado pelo INCT Observatório das Metrópoles.       
Como foi informado, Jales classificou em 38º lugar no IBEU, sigla pela qual é conheceido o ranking referido no parágrafo anterior.
Tal classificação não pode ser levada na conta de algo banal, que pouco significa para a vida dos habitantes. É exatamente o contrário. Há que se explorar com inteligência a honrosa posição e capitalizar ($$$) mencionada conquista. 
Só para refrescar a memória dos leitores, vale  lembrar que o relatório do IBEU mostra que das 100 cidades do país com os melhjres índices de bem estar urbano, 84 est]ao no Estado de São Paulo e destas, 22 se localizam na região noroeste.
No ranking nacional dos melhores, o 38º lugar de Jales significa muito, principalmente se  comparado com cidades maiores da região como Fernandópolis (79º) ou São José do Rio Preto (86º)
Em resumo, o índice apresenta um levantamento inédito sobre as condições ambientais urbanas, condições habitacionais, atendimentos  de serviços coletivos e infraestrutura.
Conforme explicações do INCT, que organizou a pesquisa em 5.565 municípios brasileiros, ao avaliar o fornecimento adequado de água e esgoto, coleta de lixo e atendimento de energia, mais de 50% dos municípios estão em condições ruins nesses serviços.
Exatamente o contrário acontece em Jales, que tem 100% de água e  esgoto tratados, coleta de lixo regular e atendimento de energia até nos bairros mais longínquos.  
Tudo isso sem contar o atendimento médico-hospitalar ancorado em instituições como Santa Casa, Unidade do Hospital de Câncer de Barretos e Ambulatório Médico de Especialidades.
Ou seja, o 38º lugar no ranking dos melhores municípios do Brasil em termos de bem-estar urbano mostra que Jales tem um valioso ativo que, se devidamente explorado, pode contribuir para fazer deste limão uma limonada, transformando tal condição em prosperidade, gerando emprego e renda. 
Como dinheiro não dá em árvore, é preciso que as lideranças locais façam uma releitura do índice e tirem os pés do chão.