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Barbie – a boneca mais sonhada pelas meninas

Por DANIELA ENDRICE RIZZO
11 de agosto de 2019
Daniela Endrice Rizzo
Em todas as idas às lojas de brinquedos, na maioria das vezes para comprar presentes de aniversários e, não raras vezes, para satisfazer os desejos de meu pequeno filho de sete anos, ora por cartinhas de Pokemon, ora por beyblades ou miniaturas de Dragon Ball, um corredor ou seção de visita quase obrigatório para mim (para satisfazer, agora, as minhas memórias afetivas) é o das bonecas Barbie. Ah, as Barbies...  Chego a suspirar quando me lembro delas.
As Barbies, criadas em 1959 e que ainda hoje fazem parte do imaginário das meninas, já povoavam o das mulheres nascidas a partir da década de 1960. Sempre quis ter uma, duas, dez bonecas Barbie. Na verdade, na verdade, sempre quis ser como uma Barbie. Cabelos longos, lisos, sedosos, loiríssimos, olhos claros, pele macia como a de pêssego e magra, muito magra; enfim, linda e perfeita como já se pregava outrora. Afinal, qual menina não queria?!?!
Mas os tempos eram outros, as condições financeiras não permitiam comprar presentes e brinquedos, não fosse no Natal. Aniversário e Dia das Crianças? “Parabéns, felicidades, meu filho ou minha filha!”, Também, as famílias eram mais numerosas, muitos filhos, e, na maioria delas, apenas o pai trabalhava fora de casa. Outro detalhe relevante: não havia a abertura comercial e a China não estava tão presente na produção de produtos de forma a torná-los mais acessíveis. Mas essa questão é assunto para outro artigo. 
Ademais, criança é criança e não entende dessas coisas. E é bom que não entenda mesmo! Década de 1990, eu com 10 ou 12 anos, queria uma Barbie, a boneca dos sonhos da grande maioria das meninas, porém tal objeto de desejo não era tão fácil de alcançar como hoje. Após muitos meses de perseverança, pedidos gentis (outros nem tanto...), negociações, como toda criança é mestre em fazer, a tão sonhada boneca chegou a minha casa, numa bela manhã de Natal.
Minha boneca era linda, muito mais bonita que eu imaginava. O vestido dela era de um azul royal que refletia nos olhos de tão brilhante. E o mais incrível: o vestido se transformava em uma pequena bolsa, onde era possível guardar acessórios da boneca, como sapatos, roupas, óculos.
Enfim, com a boneca nos braços, o destino era a casa de alguma amiga, onde nos reuníamos para, juntas, brincar com as beldades. Trocávamos roupinhas, acessórios e brincávamos o dia inteiro. Ninguém sentia fome ou sede.
Passado o tempo, embora muito satisfeita com o presente, eu, como qualquer criança, queria mais objetos relacionados à Barbie e achei que minha boneca precisava de um namorado. E ele já existia e se chamava Ken. Novamente, comecei uma luta persistente para ganhar o queridinho da Barbie. Todas as vezes que pedia o Ken para meu pai, eu ouvia: “Quem”? “Pai, eu quero o namorado da Barbie, o “Ken”. “Quem?” Era o que eu sempre ouvia. Continuo esperando o Ken até hoje. Digo, minha Barbie continua esperando o Ken até hoje, pois ela está bem guardada em uma caixa no guarda-roupas, esperando seu príncipe. E posso garantir para vocês que continua linda como há 25 anos...

Daniela Endrice Rizzo
(Jalesense, Juíza de Direito – Comarca de Três Lagoas/MS. Mãe do Arthur e esposa de Marçal)