segunda 21 setembro 2020
Especial

BALANÇO DO 75º ANIVERSÁRIO

Mais otimista do que nas vezes anteriores, o prefeito Pedro Manoel Callado Moraes (PSDB) está convicto de que, apesar das dificuldades momentâneas, avizinham-se dias melhores.
Ele até se animou a falar em números. Com o saneamento das finanças municipais ele prevê que, a partir de janeiro de 2017. a  Prefeitura terá em caixa mais de R$ 2 milhões só  de parcelas quitadas da Previdência.
Eis a síntese da entrevista concedida ao Jornal de Jales

Depois de 14 meses à frente da Prefeitura de Jales, qual é seu sentimento?
Pedro Callado - É de certeza de que trabalho com honestidade e comprometimento pode vencer as dificuldades. Noutro dia li um texto sobre a fé. Segundo esse texto, se a fé for do tamanho da semente de uma mostarda ela pode remover montanhas. Essa imagem pode ser interpretada como possibilidade de se vencer as dificuldades com muito trabalho e, principalmente, com boa fé. Quem acredita e tem boa fé consegue caminhar com menos dificuldades. É isso que estamos fazendo.

Diante de tudo o que o senhor vivenciou neste período, é possível dizer que Jales tem jeito?
Pedro Callado - Sim, tudo na vida tem jeito. Repito aqui o que insistentemente venho afirmando: segundo dados do IBGE, em 1970 JALES tinha, praticamente, a mesma população dos nossos vizinhos Fernandópolis e Votuporanga, com pequena diferença em favor deles. Acontece que no último censo realizado em 2010 foi verificado pelo IBGE que Votuporanga contava com mais de 80 mil habitantes, Fernandópolis com pouco mais de 60 mil habitantes e JALES com pouco mais de 47 mil habitantes. Ou seja, de 1970 até 2010, Votuporanga valia, em termos de população, quase duas JALES e FERNANDÓPOLIS uma JALES e meia. É verdade que somente o número da população não revela pujança ou qualidade de vida, mas também é verdade que a população migra, por questões de sobrevivência, para onde tem emprego. E emprego é resultado de desenvolvimento e crescimento econômico. Emprego resulta em renda, que, por sua vez, contribui muito para a dignidade da pessoa humana. Tudo tem de ser feito pensando que o objetivo principal é o ser humano. Desenvolvimento ( elemento qualitativo ) e crescimento ( elemento quantitativo ) fazem com que as pessoas migrem para esses locais em busca de uma vida melhor. Juntos podemos dar início à retomada de um processo que nos conduza a dias menos difíceis. Somente as forças políticas e comunitárias unidas, sem prejuízo de cada qual seguir suas respectivas filosofias e programas institucionais, podem conduzir JALES para o objetivo desejado por todos. 

Desde que se tornou prefeito, o senhor  teve mais alegrias ou tristezas?
Pedro Callado - Muito mais alegria. Alegria de estar trabalhando num projeto que, segundo o meu modesto entendimento, é indispensável para que a nossa JALES possa voltar a se aproximar daqueles nossos dois importantes vizinhos ( Votuporanga e Fernandópolis ) e, com isso, contribuir para que toda a região se torne um pólo de desenvolvimento e crescimento, com emprego e estrutura que permita o respeito ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Alegria porque percebo que a população compreende a dificuldade financeira da Prefeitura, a situação de crise politico-institucional em que assumi o cargo de prefeito e o pouco tempo do meu mandato: o meu mandato completo terá apenas um ano e dez meses. Recebemos o mandato com diversas obras paralisadas ( exemplos:  três unidades de saúde: uma no Jardim Municipal, outra no Novo Mundo e outra no JACB; a creche da Maria Silveira, o ginásio de esporte da Lola, aonde a Prefeitura, inclusive, vai, a pedido da Diretora da Escola, construir com recursos próprios um muro, a creche do idoso e a creche escola que sequer tinham sido iniciadas,  etc. ).
 Esta ou aquela pessoa podem não aprovar o meu governo, mas elas me concedem as referidas atenuantes, em especial porque percebem que estamos trabalhando, que estamos nos esforçando ao máximo para manter os serviços públicos com o mínimo necessário para o seu funcionamento, em especial no que diz respeito à folha de pagamento dos nossos servidores. Isso tudo é que me move e me faz sentir mais alegrias.

Alguma frustração?
Pedro Callado - Também, como toda pessoa, tenho frustrações. Mas nenhuma delas por culpa dos outros. Minhas frustrações e equívocos só têm um responsável: eu mesmo. Minha grande angústia, como o atual prefeito de JALES, é não conseguir ser mais eficiente. Temos muitas dificuldades a serem vencidas e é preciso se concentrar nelas. Esse é o meu principal projeto como prefeito: focar com todas as forças e fé no trabalho que ainda tenho pela frente.

O senhor acaba de anunciar que a Prefeitura quitou seus débitos com os fornecedores. Quando a municipalidade vai recuperar sua capacidade de investimento?
Pedro Callado - Em 2017 teremos quitado os pagamentos dos débitos passados com a Previdência Social, exceto um feito em administração anterior em 240 parcelas, com vencimento para 2029. Portanto, ficaremos devendo apenas esse parcelamento de longo prazo. Os demais estão sendo quitados e serão concluídos até dezembro deste ano de 2016. Dívida que é paga diminui. Dívida que não é paga somente aumenta. Esse é o principal problema de JALES em relação a dívidas. Por isso é que priorizamos também os pagamentos das dívidas para que o nosso passivo, mês a mês, sofra redução no seu valor. A partir de janeiro de 2017 teremos em caixa cerca de dois milhões de reais anuais só de parcelas quitadas da Previdência, os quais, dependendo do prefeito, podem ser utilizados em investimentos. Lembro, mais uma vez, que o nosso mandato é só de um ano de dez meses. E nesse curto período estamos quitando dívidas passadas para recuperar não só a nossa capacidade futura de investimento, mas também a nossa credibilidade no mercado. Só não recebeu quem não emitiu notas fiscais, ou que não tinha empenho, ou cujas dívidas estavam prescritas. Quem não consegue emitir notas fiscais ou não tem empenho, só tem um caminho para receber o seu alegado crédito: a Justiça. JALES está sendo preparada para que possa, com seus recursos próprios, realizar investimentos em benefício de toda a comunidade.
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