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AVISO AOS NAVEGANTES – Não será surpresa para esta coluna se o empresário Junior Ferreira, provedor da Santa Casa de Jales, pedir afastamento do quadro de filiados ao MDB.

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16 de junho de 2019
Junior Ferreira pretende se afastar do MDB para evitar boicote à Santa Casa
AVISO AOS NAVEGANTES – Não será surpresa para esta coluna se o empresário Junior Ferreira, provedor da Santa Casa de Jales, pedir afastamento do quadro de filiados ao MDB. Até onde a coluna está informada, a decisão ainda não foi comunicada ao partido. Também não ficou definida a forma de afastamento — se através de um pedido de licença, o que está previsto na legislação, ou de desfiliação pura e simples. 

SANTA CAUSA – A coluna apurou que Junior, cujo nome tem sido cogitado nos meios políticos como pré-candidato a prefeito ou vice no ano que vem, resolveu deixar de lado vinculações partidárias para que  o trabalho à frente da Santa Casa não seja prejudicado por eventuais ações de bastidores de futuros concorrentes. De acordo com pessoas muito próximas a Junior, ele entende que o trabalho à frente da Santa Casa tem mais peso do que eventuais projetos políticos pessoais. 

RETROVISOR – Caso Junior realmente se afaste do MDB, ele não será a primeira liderança a trocar a possibilidade de sucesso na urna eletrônica pelo trabalho voluntário como comandante do único hospital geral da cidade. Por volta de 2007, ao assumir a provedoria da Santa Casa, José Devanir Rodrigues, o Garça, o mais antigo filiado ao MDB de Jales, se afastou do partido exatamente para evitar retaliações de simpatizantes de deputados de outras agremiações.

NOVELO – A exoneração da educadora Marlene Medaglia Cavalheiro Jacomassi, titular da Diretoria Regional de Ensino de Jales durante os últimos 12 anos, começa, aos poucos, a ser esclarecida pelo menos nos bastidores. O fato, que causou estranheza na rede estadual de ensino e até inspirou o editorial “Não deu para entender” publicado na edição de domingo passado, 9 de junho, teria a ver com motivações político-partidárias e não com falta de requisitos para exercer cargo de chefia atrelado ao novo sistema intitulado “Lideres Públicos”.

PALANQUE– A coluna apurou que a exoneração da dirigente supostamente remete à eleição para governador no ano passado. Consta que Marlene teria se engajado, ainda que discretamente, na campanha do então governador Márcio França (PSB) e até sido fotografada em atos de campanha dele na região. Como o vencedor foi João Dória (PSDB), tucanos influentes na região teriam agido no sentido de tirá-la do estratégico cargo, que é de livre nomeação do secretário estadual de Educação.

TRAPALHADA– Apesar deste zumzum nos bastidores da política, a coluna tem informações seguras de que o jogo ainda não está completamente jogado em nível estadual. Consta que lideranças políticas de alta patente teriam considerado a exoneração de 26 dirigentes de ensino, inclusive Marlene, uma desnecessária trapalhada do atual secretário de Educação, Rossieli Soares. No caso dela, por exemplo, a excelente avaliação de desempenho no IDESP das escolas sob seu comando espalhadas por 25 municípios fala por si.

RETAGUARDA – Enquanto a chapa continua quente em âmbito estadual, o supervisor de ensino João Luiz Sene, com a experiência de 50 anos na rede, assumiu a Diretoria Regional. Não terá a menor dificuldade em tocar o barco até que seja escolhido o sucessor de Marlene.  João Sene já ocupou o mesmo cargo durante mais de 10 anos e conhece como ninguém o caminho das pedras.

JOGO DURO – De qualquer forma, o episódio da exoneração de 26 dirigentes de ensino por motivações político-partidárias não foi caso isolado. Na edição de 11 de junho, terça-feira, o jornal Folha de S. Paulo publicou em sua edição impressa em manchete: “Pressionado por Dória, Covas decide exonerar secretário”. O secretário exonerado foi João Cury Neto, ex-prefeito de Botucatu, que tinha sido secretário estadual de Educação no governo Márcio França e requisitado para o mesmo posto na Prefeitura de São Paulo pelo prefeito Bruno Covas.   

 LAVA JATO– Aos poucos, o deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB), companheiro de dobradinha do jalesense Delegado Sakashita (PHS) na eleição do ano passado, vai conquistando espaço em jornais de circulação nacional. Como é considerado um dos maiores juristas do país, LFG foi entrevistado pela jornalista Sônia Racy, titular da coluna Direto da Fonte, do “Estadão”, sobre o vazamento de diálogos do então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, com o procurador Deltan Dellagnol. 

A REGRA É CLARA – Membro da Frente Parlamentar Mista Ética contra a Corrupção, sua bandeira de campanha, LFG não teve meias palavras: “Apoiamos o combate à corrupção e a Lava Jato, mas sempre em respeito à lei. Quando um juiz ou promotor foge das regras, está contra a sociedade”.