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AUTOESTIMA EM BAIXA

por Luiza Elizabeth
28 de agosto de 2016
A Autoestima é basicamente o juízo que fazemos de nós mesmos. Independe do que as pessoas pensam de nós e sim o que nós pensamos que somos ou valemos.
O problema se dá quando ainda não amadurecemos o suficiente para ter certeza dos valores que nos transformam em quem realmente somos. 
Esses valores são aprendidos principalmente dentro da família. Valores como ética, honestidade e lealdade além dos valores culturais adquiridos na sociedade e na família.Quando existe um alicerce familiar fica mais fácil saber o que é certo e errado mas nem sempre é fácil praticar o que se aprende.
E é aí que entra o perigo da baixa autoestima. Sabemos interiormente que devemos agir desta ou daquela maneira para ser a pessoa que queremos ser mas quando olhamos para nossa vida ela se mostra completamente diferente e passamos a nos sentir inferiores e a tomar atitudes que nada têm a ver com o que aprendemos e consideramos certo.
Ser elogiada pela sua beleza, bom gosto ou talento faz muito bem ao seu ego, porém só alimenta a sua vaidade.Nada disso é consistente.Na verdade sabemos que melhor que ser prestigiado por ser o chefe ou ter qualquer tipo de poder ou bens materiais é ser admirado pelo que você é ,seus valores interiores e suas convicções na vida  principalmente quando faz o que sabe que é certo.
No entanto a autoestima não é estável. O indivíduo pode ter uma alta autoestima durante grande parte de sua vida por ter realizado coisas boas, ter conseguido usar seus talentos na profissão e beneficiar de alguma forma os que estiveram à sua volta mas a certa altura da vida resolve parar de produzir e mudar seu ritmo de vida pois já fez o bastante.Isso pode ser suficiente para desencadear uma mudança de sentimentos, uma queda na autoestima e até mesmo depressão.
Muitas vezes a autoestima entra em baixa quando nos comparamos com alguém em outro patamar financeiro ou social o que não quer dizer que não temos talentos ou valemos menos que essa ou aquela pessoa. O que ajuda a não gostar de mim mesma pode ser o fato de estar insatisfeita com meu próprio comportamento e atitudes que no íntimo eu sei que não deveriam ser aquelas e que podem ser diferentes se eu decidir mudar o que não me agrada na minha vida.
Dizer da boca pra fora “eu me amo” e alardear isso muitas vezes não passa de propaganda enganosa.
Se achar inferior embora seja uma pessoa interessante e com talentos reconhecidos acaba fazendo com que uma pessoa acabe escolhendo seu parceiro (a) afetivo com sentimentos conflitantes e negativos, menos dotado (a) de virtudes morais e totalmente opostas a ela em questão de hábitos e gostos embora ela insista que são feitos um para outro A boa parceria é aquela em que há sintonia nos valores, que nos levantam nos momentos difíceis e apreciam a mesma diversão e as mesmas companhias. Pode parecer monótono a princípio mas viver fora de sintonia não leva nenhuma relação adiante. Nem a relação com outras pessoas e principalmente a nossa relação com o nosso eu. Estar feliz é possível mas ser feliz eternamente não passa de história da carochinha e quem acredita nessa história não consegue erguer sua autoestima nem mesmo com a ajuda de um guindaste. 

Luiza Elizabeth da Silva
(especialização em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas)
e-mail: luizaeli@gmail.com
www.luizacabecafeita.com.br