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Aumenta o interesse na produção de alimentos orgânicos na região

por Luiz Ramires
05 de dezembro de 2016
Marcelo: produzir orgânicos é mais barato, o que falta são pontos de venda
A produção de alimentos orgânicos na região começa a ganhar espaço mas ainda precisa de muitas informações como ficou constatado durante o II Seminário de Agricultura Orgânica do Território Noroeste Paulista que reuniu mais de 500 produtores, estudantes e técnicos, na Escola Vocacional, no dia 7 de outubro.
Para ajudar a resolver o problema o engenheiro agrônomo e produtor de orgânicos Marcelo Sambiase, que também é consultor do Ministério da Agricultura nessa área esteve em Jales, na noite de 29 de novembro, terça-feira, para falar sobre o asssunto e tirar dúvidas de cerca de 50 agricultores e técnicos que já estão trabalhando de forma orgânica ou pretendem se lançar nessa atividade.
Além de estar presente de forma cada vez mais massiva na mídia, pelos seus benefícios para a saúde, o orgânico também desponta como alternativa para o produtor que já não consegue tanto sucesso com a produção de forma tradicional que está cada vez mais difícil pelo uso de defensivos, que além de caros não garantem uma boa colheita, como explicou o especialista.
Marcelo é de Araraquara. Ele afirma que uma reunião como essa, há alguns anos, em nossa região, não reuniria mais do que quatro ou cinco agricultores e garante que essa rápida expansão acontece em todo o estado. Para quem ainda tem dificuldade de conseguir a certificação ele aconselha a produção de forma agroecológica, que como afirmou, é uma alternativa que começa a ser perseguido por muitos agricultores, com menor custo de produção, além de ser um bom caminho para se chegar ao orgânico.
Ao contrário do que muitos pensam, a produção de alimentos orgânicos não é mais cara, o que encarece é a falta de pontos de venda, pois se tivesse mais logística, ficariam bem mais baratos, como afirmou Marcelo. Ele garante que a queda de preços para a venda ao consumidor final é uma tendência que vai beneficiar muito o produtor e principalmente os pequenos agricultores, responsáveis por 70% da produção de almentos.
O engenheiro agrônomo e professor Nilton Marques, responsável pela organização do seminário e pela reunião com Marcelo, disse que o encotro foi muito produtivo porque tirou muitas dúvidas dos participantes e trouxe novas informações. Foi tão importante que já ficou definido que haverá mais dois encontros, um para o final de janeiro e outro em fevereiro para que Marcelo continue esse trabalho com os agricultores e técnicos locais. A realização desses encontros com mais frequênia, segundo Nilton, certamente contribuirá para que o número de produtores de orgânicos cresça na região, aumentando a área de produção e a diversificação dos produtos cultivados nesse processo.