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Associação criada em Rio Preto com participação de jalesenses repercute em matéria na TV

por Rafael Honorato
05 de agosto de 2018
Aparecido Ferreira Pacheco e a esposa Marcia Figueiras Pacheco, fundadores da Associação Renascer, com a filha Juliana
Com a missão de garantir os direitos das pessoas com deficiência, reabilitar e inclui-las na sociedade, foi fundada há 25 anos em São José do Rio Preto com participação efetiva do casal de jalesenses Aparecido Ferreira Pacheco, auditor fiscal aposentado da Receita Federal e Marcia Figueiras Pacheco, a Associação Renascer, cuja trajetória mereceu reportagem em programa jornalístico da Record TV dia 14 de julho com ampla repercussão. 
Hoje com duas unidades, uma no Jardim Soraya e outra no Jardim Maracanã, a entidade sem fins lucrativos atende mais de 300 pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual. 
Juliana Figueiras Pacheco, filha de Aparecido e Marcia, nasceu com Agenesia de Corpo Caloso parcial. O tratamento específico era encontrado em uma clínica que fica no Rio de Janeiro, ligada a um importante instituto da área nos Estados Unidos.  Não só eles, mas todas as famílias que tinham parentes com algum tipo de deficiência intelectual e queriam buscar tratamento específico sofriam com a longa distância. 

O COMEÇO
Cansados da dura rotina e principalmente pensando em proporcionar um atendimento próprio para todos os deficientes de São José do Rio Preto e região, as famílias se reuniram e decidiram criar uma associação que pudesse oferecer os mesmos tratamentos que eram encontrados no Rio de Janeiro, mas aqui, na nossa região. 
Assim, ninguém mais precisava peregrinar por longas distancias e os atendimentos poderiam ser feitos até num espaço menor de tempo.  Com todos de acordo, nasceu no dia 3 de maio de 1993, em uma chácara na saída para Olímpia, a Associação Renascer. 
“Primeiro a gente trouxe uma equipe do Rio para prestar atendimentos. Depois nós começamos a contratar pessoal por aqui mesmo e mandávamos eles pra lá, onde recebiam todo treinamento necessários nos moldes do instituto americano”, contou Pacheco. Ele disse ainda que um outro jalesense foi muito importante no início de tudo, o médico neurologista Valdir Cortezzi, que realizava o atendimento aos assistidos.  
Ao longo desses mais de 20 anos de existência, a associação diariamente quebra barreiras e cria oportunidades para que crianças, jovens e adultos com dificuldades especiais possam desenvolver suas habilidades e se integrarem de forma ativa na sociedade. 

AS UNIDADES
Como já foi citado, hoje a Associação Renascer tem duas unidades em São José do Rio Preto. Na unidade 1, é realizado o acompanhamento necessário para o desenvolvimento e estímulo dos atendidos, como fisioterapia, fonoaudiologia, atividades esportivas, psicóloga, dança, teatro, terapia ocupacional, entre outros. 
Já a unidade 2 funciona como uma espécie de escola profissionalizante. Nela os atendidos têm a oportunidade de participar de oficinas, que além de trabalhar toda parte de coordenação motora e concentração também os prepara ao mercado de trabalho. 
Uma das principais é a oficina de padaria. Nela os assistidos desenvolvem na prática o manuseio dos alimentos de padaria e confeitaria, além da organização do ambiente, prazo de validade dos produtos, limpeza e atendimento. O local conta com uma padaria que é aberta ao público, e tudo que os atendidos produzem é colocado a venda com a renda sendo revertida ao projeto. 
Eles podem participar ainda das oficinas de costura e bordado, informática, oficina de secretaria, que estimula as noções básicas no atendimento ao público e conhecimento em armazenamento de arquivos. Tem também a oficina de serigrafia, em que eles trabalham o processo de manipulação, impressão, secagem e formulação de tintas, no processo “silk-screen”. 
Recentemente, a associação conseguiu uma nova área que foi doada pela Prefeitura de Rio Preto. A ideia, de acordo com Pacheco, é montar no local a unidade 3 da associação, que deve funcionar como um alojamento para os idosos com deficiência mental, pois asilos comuns não os aceitam.