jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

ARRASTÃO – Como antecipou esta coluna, Osvaldo Costa Junior, presidente do PSDB local, entrou rasgando no processo de filiação de novos integrantes do partido. Na semana que passou, assinaram ficha de ingresso no ninho tucano o suplente de deputado estadual Luís Henrique Moreira, o superintendente d

Fique Sabendo
23 de setembro de 2019
Dalua no PSDB: trabalho de formiguinha de Bixiga e Carlos Cardoso
ARRASTÃO – Como antecipou esta coluna, Osvaldo Costa Junior, presidente do PSDB local, entrou rasgando no processo de filiação de novos integrantes do partido. Na semana que passou, assinaram ficha de ingresso no ninho tucano o suplente de deputado estadual Luís Henrique Moreira, o superintendente da Sabesp em Lins, Antonio Rodrigues da Grela Filho, o Dalua, e João Luiz Garcia, diretor executivo da Rádio Antena 102 FM. 

COSTURA – A filiação de Luís Henrique, como pretendia Bixiga, tornou-se   pedra cantada. Ele já tinha se reunido em São Paulo com a deputada estadual Analice Fernandes e seu marido, Fernando Fernandes, prefeito de Taboão da Serra e membro do Diretório Estadual do PSDB. As tratativas, segundo apurou a coluna, foram previamente comunicadas ao presidente estadual Marco Vinholi, secretário estadual de Integração Regional, cuja palavra de ordem é tornar o PSDB competitivo nas próximas eleições municipais.

DIVÓRCIO AMIGÁVEL – Segundo Luís Henrique confidenciou à coluna, antes de se entender com os tucanos, ele procurou a deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do “Podemos”, partido pelo qual concorreu a uma cadeira de deputado estadual, e comunicou que estava a caminho de outro ninho. Para ele, seria deselegante sair do “Podemos” batendo a porta, até porque a deputada Renata prestigiou o lançamento de sua candidatura em julho do ano passado em Jales e lhe repassou recursos da Frente Eleitoral.

FLORES – A filiação de Dalua, até onde a vista alcança, é um enigma. Prestes a se aposentar na Sabesp, ele andou mais preocupado, nos últimos anos, com cultivo de flores raras em seu sítio, conforme registrou o J.J. em matéria especial. 

DRIBLE- Mas, ele já esteve com um pé na política. Foi em 2000. Preocupados com a falta de candidato competitivo para encarar o prefeito Rato, que tentaria a reeleição, um grupo de amigos do então gerente divisional da Sabesp tentou convence-lo a entrar na disputa. Consultado, o ex-prefeito José Antonio Caparroz hipotecou total apoio. Até o então diretor da Sabesp para o Interior, César Vanzo, deu sinal verde. Aos 45 do segundo tempo, porém, quando as lideranças comunitárias aguardavam o “sim”, Dalua, alegando motivos familiares, optou por ficar longe da urna. Sem opções, o PSDB investiu em José Carlos Guisso, que acabou derrotando Rato e conquistando o segundo mandato tragicamente interrompido em 21 de novembro de 2001. 
   
LATINHA – A grande surpresa da temporada foi a filiação de João Luiz Garcia, diretor executivo da Antena 102. Já se ouviu aqui e ali que o combativo apresentador do programa jornalístico “Antena Ligada” seria pré-candidato a vereador, o que ele não confirma.  Por enquanto, o que se sabe é que, além de cuidar da emissora, João Luiz   reserva parte do seu tempo à Associação Comercial e Industrial, onde ocupa a função de tesoureiro. 

CAPA PRETA – Secretário executivo do Ministério da Ciência e Teconologia, na prática o nº 2 da pasta, abaixo apenas do ministro Marcos Pontes, o ex-deputado federal Júlio Semeghini, casado com a jalesense Vanessa Bigulin, está em alta em Brasília até fora de sua seara. Graças à sua interferência, a Secretaria Nacional de Assistência Social, órgão do Ministério da Cidadania, deferiu a renovação do Lar dos Velhinhos São Vicente de Paula como entidade beneficente. O meio de campo estava embolado desde março de 2018. Assim que Semeghini tomou conhecimento do imbróglio, a demanda foi atendida.  

LIMPANDO A BARRA – O presidente Jair Bolsonaro avalia conceder graça, uma espécie de indulto individual, a policiais condenados. No final de agosto, segundo a Folha de S. Paulo, o presidente havia afirmado que pretendia indultar policiais “presos injustamente no país por pressões da mídia”. Dois dias depois, em almoço com jornalistas, citou como exemplo agentes envolvidos nos massacres do Carandiru e de Eldorado de Carajás, no Pará. 

MEMÓRIA – Sobre o segundo caso, o de Eldorado de Carajás, vale lembrar que o sangrento episódio foi denunciado ao mundo pelo então bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini, na época coordenador das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Horrorizada com a cena de barbárie, a CNBB escalou Dom Demétrio para ir ao Pará acompanhar o inquérito policial-militar e  exigir punição para os que atiraram em lavradores desarmados.  

COMO FOI – Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores rurais sem terra foram mortos pela Polícia Militar no episódio que ficou mundialmente conhecido como Massacre de Eldorado dos Carjás, ocorrido no sudeste do Pará. Os trabalhadores faziam uma caminhada até a capital, Belém, quando foram impedidos pela polícia de prosseguir. Mais de 150 policiais—armados de fuzis, com munições reais e sem identificação nas fardas— foram destacados para interromper a caminhada, o que levou a uma ação repressiva violenta e na morte dos trabalhadores. Vinte anos depois, apenas dois comandantes da operação foram punidos —coronel Mário Pantoja, condenado a 258 anos, e Major Oliveira, condenado a 158 anos, ambos presos desde 2012. O presidente Bolsonaro pretende indultar os dois.