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Arquibancadas vazias

Pessoas infectadas, muitas em quarentena, trabalhadores em home office e o desespero espalhado por todos os cantos do mundo. Essa é a realidade vivida no planeta nos últimos dias devido a pandemia do novo coronavírus, que também afetou diretamente atletas e admiradores do esporte.
No Brasil, todas as competições nacionais de futebol foram suspensas pela CBF por tempo indeterminado, a maioria dos estaduais também pararam e o clima de incerteza predomina neste momento. Na Europa, o Covid-19 aparece em estado mais avançado e o esporte também é uma prática inexistente nos últimos dias que deve demorar a voltar.
Em um momento que o vírus se espalha de forma agressiva, grandes atletas como Kevin Durant, craque da NBA, Blaise Matuidi, jogador da Juventus e Mikel Arteta, técnico do Arsenal, já aparecem como infectados. O técnico Francisco García, de 21 anos, do Atlético Portada Alta, da Espanha, morreu vítima do novo coronavírus.
No Brasil, o maior susto até o momento foi com o técnico Jorge Jesus. Com suspeita de ter sido infectado pelo Covid-19, o treinador testou “positivo fraco ou inconclusivo”. Na contraprova o resultado foi em negativo e, em outro exame realizado, o negativo permaneceu no teste do comandante flamenguista.
Em um momento recheado de incertezas, fica difícil prever quando os eventos esportivos voltarão a acontecer. Previstas para ocorrerem neste ano, a Eurocopa e a Copa América foram adiadas para 2021, enquanto a Olímpiada de Tóquio, até o momento, continua agendada para agosto.
A Conmebol divulgou nesta semana que a previsão inicial é que Libertadores e Copa Sul-Americana retornem a partir do dia 5 de maio, já as entidades nacionais da Europa tentam encontrar alternativas para encerrar a temporada no continente da forma mais justa para todos os clubes, principalmente para aqueles envolvidos com disputa de títulos e fuga do rebaixamento.
Em uma situação tão delicada, a expectativa fica em saber quando os eventos esportivos voltarão a acontecer. Neste momento, o ideal é que tudo permaneça parado e a sociedade possa se cuidar para que a saúde permaneça em primeiro lugar e o mundo se recupere da pandemia.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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