Arquibancada

Arquibancada de 8 de novembro

A importância da categoria de base é inquestionável. Apesar dos programas de sócio-torcedor, inovador suporte financeiro, formar jogadores nunca foi tão importante no futebol brasileiro, seja na hora de levantar uns milhões, seja para cumprir carências no elenco.
O Santos, melhor formador de atletas do país, tem Neymar como protagonista, além de outras peças interessantes. Diego e Robinho, bicampeões do Brasileirão, Paulo Henrique Ganso, na terceira geração dos Meninos da Vila – detentora de seis títulos em três anos –, e Gabriel e Geuvânio, hoje, compõem a lista dos principais jovens formados na Baixada.
O São Paulo, por sua vez, apesar da carência de revelar goleiros, lançou Lucas, vendido ao Paris Saint Germain, por R$ 108,2 milhões, sendo que 70% desse montante foram destinados aos cofres do Tricolor. Oscar, no Chelsea, e Kaká, no Orlando City, foram outros grandes atletas que começaram no único tricampeão mundial brasileiro.
O Corinthians, nove vezes campeão da Copa SP, deu origem ao zagueiro Marquinhos, Inicialmente, o atleta foi vendido para a Roma por apenas R$ 13 milhões. Seis meses depois, o valor da transação do clube italiano com o Paris Saint Germain girou em torno de 31,4 milhões de euros. Burrice de quem fez o negócio. 
O Palmeiras, que teve uma boa geração vice-campeã da Copa SP em 2003, só revelou bons jogadores nos últimos anos. A esperança, agora, é em Gabriel Jesus. Entretanto, o Alviverde possui apenas 30% dos direitos econômicos do garoto de 18 anos, pois 55% já estão concentrados nas mãos de empresários, o que não é nenhuma novidade no Brasil. 
O destaque neste ano foi o Fluminense. A base de Xerém tem sido uma fonte rentável ao Tricolor Carioca. Em 2015, Kenedy e Gerson foram negociados com o Velho Continente. O primeiro foi vendido para o Chelsea, com a transação girando em torno de R$ 27 milhões – o Flu teve direito a 55%. Gerson, por sua vez, usará as cores da Roma. A estimativa é que os italianos pagaram cerca de R$ 60 milhões, sendo que 70% do valor ficaram com os cariocas.
Diante disso, não há dúvidas de que a base é o alicerce financeiro ideal para dar sustentação aos clubes. Investir nas categorias de base garante frutos rentáveis, em longo prazo. O difícil, por parte dos grandes clubes brasileiros, é esperar por isso.
 
 Lucas Colombo Rossafa (jalesense, aluno do 1°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
 
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