sexta 05 junho 2020
Arquibancada

Arquibancada de 18 de outubro

Para fatos verdadeiros, não há questionamentos: o futebol brasileiro vive um dos momentos mais conturbados de sua história. Nos gramados e nos bastidores, a situação é um tanto semelhante. Dunga e Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, são figuras que representam o retrocesso do esporte, em nível nacional.
Apesar da vitória sobre a limitada Venezuela, que não serve de parâmetro para nenhuma análise, refletir a respeito do comando técnico da Seleção é preciso. Dunga, o campeão mundial de amistosos, continua colecionando vexames: eliminado nas quartas de final da Copa América para o modesto Paraguai e a perda da invencibilidade diante dos chilenos que durava 15 anos. Muita coisa, em três meses, para o futebol pentacampeão mundial.
Embora o capitão do tetra tenha sido coerente em sua convocação, ter bom senso na escalação é mais do que necessário. Elias, o melhor segundo-volante em atividade no Brasil, perdeu, na derrota para o Chile, a sua principal característica: o de ser homem-surpresa, tornando a criação brasileira extremamente previsível. No Corinthians, por exemplo, o atleta apresenta maior liberdade para atacar e, consequentemente, oferece maior dinamismo ao meio-campo da equipe. 
Dunga realiza um trabalho pior do que aquele feito entre 2006 a 2010. Em sua primeira passagem, pelo menos, conquistou a Copa América, em 2007. Agora, adota uma mentalidade ainda mais atrasada, já que não possui um auxiliar-técnico à altura de Jorginho, atual comandante do Vasco. O futebol pragmático é a característica mais marcante do atual treinador da Seleção. E o mais triste é perceber que parece não haver perspectivas de melhora.
Diante de tudo isso, Tite, o principal técnico do futebol brasileiro dos últimos cinco anos, surge como um possível nome para assumir este cargo. Embora seja improvável, devido à incapacidade reflexiva do presidente Del Nero, é asolução mais viável. Um treinador capacitado para enfrentar as dificuldades que as Eliminatórias proporcionarão. Outra opção seria Pep Guardiola, do Bayern de Munique. O espanhol, provavelmente, cairia como uma luva.
Pensar em ficar de fora da próxima Copa do Mundo é inimaginável. Que Dunga nos ajude!
 
 Lucas Colombo Rossafa (jalesense, aluno do 1°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
 

 

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