sexta 05 junho 2020
Arquibancada

Arquibancada de 06 de dezembro

Conhecido mundialmente por revelar craques para o futebol, o Santos deu show em todas as categorias do Campeonato Paulista. Com estilo de jogo ofensivo e de toque de bola, o Alvinegro se tornou o primeiro clube paulista a chegar à final de todas as categorias (sub-11, 13, única campeã, 15,17 e 20). 
Os bons resultados, porém, não apareceram de uma hora para a outra. Para que um menino se torne jogador profissional, a base do Peixe conta com sala de estudos, psicólogo, alojamentos, academia e três campos para treinamentos, o que vem sendo aprimorado a cada ano pelo clube.
Para uniformizar o desempenho das categorias, o clube adotou, em 2014, um padrão tático para todas as equipes, exceto no profissional. O objetivo é diminuir a dificuldade de transição de atletas de uma categoria para a outra, além de dar consciência tática a eles. Assim, quando um garoto chega ao sub-20, está praticamente pronto para o time principal.
Toda essa estrutura e os resultados fazem com que a base santista seja tão desejada no futebol. O interesse de atuar na Baixada tem explicação. O elenco dirigido por Dorival Júnior tem 35 atletas: 18 deles saíram direto das categorias de base santista para o time profissional.
Porém, apesar do status de um dos melhores formadores de atletas do Brasil, o Alvinegro não vem conseguindo obter lucros consideráveis com as vendas de suas joias, o que é contraditório. Muitos dos atletas possuem, já na base, uma parte dos seus direitos econômicos vinculados a empresários.Além disso, na maioria das últimas negociações de garotos formados em Santos, o clube não ganhou tanto dinheiro como deveria, se compararmos a qualidade com o preço da negociação. Neymar, Ganso, Danilo, André, Felipe Anderson...
Caso as negociações fossem feitas como o trabalho na base, a dívida santista de quase R$ 400 milhões – R$ 373 milhões até dezembro de 2014, somado a uns R$ 21 milhões neste ano, de acordo com o Comitê de Gestão – não existiria nessa proporção. Daí, a razão de a meninada ser considerada a válvula de escape para o equilíbrio das contas dos clubes faz sentido.
 
 
 
Lyon foi campeão paulista sub-13, em 2014 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JALESENSES 
Jales, aliás, possui dois grandes talentos no Peixe. Durante nove anos na Apafuj, Ynaiã Kairê Alves Cardoso, 16, é lateral-direito da equipe Sub-17.No Santos desde março de 2013 e com contrato até junho de 2019, Ynaiã ainda não foi campeão com a camisa do Alvinegro. O garoto foi vice-campeão paulista Sub-15, em 2014, e Sub-17, neste ano, ao perder para o São Paulo nas duas ocasiões.
Layon de Lima Nunes, 14, também é destaque por integrar o elenco do Sub-15. Desde 2013 na
Baixada, Layon é o terceiro lateral-esquerdo da equipe, e, a partir da próxima temporada, tem grandes possibilidades de ser titular,pois seus companheiros de posição subirão de categoria.
Assim como vem fazendo outros grandes times do país, investir nas categorias de base garante frutos rentáveis, em longo prazo. É preciso, por parte das agremiações, esperar por isso. Talentos há de sobra. O difícil é entender o momento exato de subir o garoto ao profissional, e saber quando oferecer oportunidades a ele.
 
 
 
 
 
 
 
Ynaiã, na última semana, foi vice-campeão paulista sub-17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lucas Colombo Rossafa (jalesense, aluno do 1°ano de jornalismo da  PUC/Campinas
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