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AO LONGO da primeira metade do século passado, o extremo noroeste paulista foi desbravado e povoado de forma não muito diferente do que ainda se verifica nos rincões mais distantes do país ...

Contexto
09 de setembro de 2018
AO LONGO
da primeira metade do século passado, o extremo noroeste paulista foi desbravado e povoado de forma não muito diferente do que ainda se verifica nos rincões mais distantes do país, com a formação de vilarejos que vão crescendo rapidamente.

A DIFERENÇA
é que por essas bandas houve uma forma de planejamento marcada pela distribuição de propriedades rurais que dificultaram a formação de grandes fazendas adquiridas por pecuaristas ou fazendeiros do café.

ESSE
“loteamento” diferenciado trouxe como herança uma situação privilegiada conservando milhares de pequenas propriedades caracterizadas pela diversificação, com destaque para a fruticultura, depois da derrocada do café com a geada de 1976.

OS TESTES
foram se desenvolvendo, alavancados principalmente pela curiosidade dos filhos de imigrantes japoneses até chegarem, há pouco mais de 30 anos, à produção de uvas finas que se comparavam às dos melhores centros produtores do país, como a Serra Gaúcha e a região de São Roque, perto de São Paulo.

NÃO
demorou para a Embrapa instalar em Jales um braço do Centro de Pesquisa de Bento Gonçalves, motivada pela mobilização e insistência do prefeito José Carlos Guisso, com seu jeito de envolver os técnicos que trazia para mostrar as viticulturas que já existiam naquela época.

COM
seus altos e baixos, a uva começa a retomar o espaço perdido, impedindo a invasão da cana e oferecendo às comunidades da região o que menos existe na cidade: emprego, ou melhor, parcerias para quem quer ajudar na produção dividindo o lucro com o dono da terra, a ponto de faltar mão de obra, dificultando o trabalho dos produtores.

ESSE
retorno foi o que mais se destacou durante a Feira da Uva e do Mel, que também volta como um evento importante para a divulgação das uvas, com um crescimento de nada menos do que 40% em apenas um ano, segundo avaliação dos seus organizadores e dos próprios viticultores que já começam a investir, embora ainda em pequenas quantidades, em sucos, vinhos e até na produção de uva orgânica. Isso sem contar com o turismo rural onde, além de Jales, Urânia também começa a se destacar.

A ECONOMIA
regional, o meio ambiente e os trabalhadores agradecem pelo que a uva representa para a preservação da qualidade de vida das famílias que por aqui vivem e dos visitantes, cansados dos grandes centros. (Luis Ramirez)