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ANO LETIVO: As experiências de um jovem videorepórter

por Rafael Honorato
03 de fevereiro de 2019
Rafael contratado pela TV TEM como videorepórter em Avaré
Há quatro anos me sentava pela primeira vez em uma cadeira de faculdade. Bloco 03, sala 06 da Fundação Educacional de Fernandópolis. O curso escolhido foi o Jornalismo.
Escrevo esse texto para todos que estão começando um curso superior amanhã, data em que é dado o start nas aulas na maioria das faculdades da região. Em especial falo com os “bichos” de jornalismo da FEF.
Eu sei o que vocês estão sentindo, insegurança de não ter sido a escolha certa, medo de não conseguir alcançar as metas traçadas, receio de não dar conta de conciliar os estudos com o trabalho. Digo que sei porque também senti as mesmas coisas. Não sou melhor que ninguém, mas aqui conto um pouco da minha breve carreira para vocês, pra entenderem que apesar de toda a desconfiança que vai haver, é sim possível alcançar o que se quer.
Tenho 22 anos, e posso dizer que de carreira são 7. Aos 15 anos comecei a trabalhar como guarda mirim no Jornal de Jales, local que tenho um enorme carinho e apreço até os dias de hoje, porque foi no J.J que tudo começou. Ali fui conhecendo o mundo do jornalismo, aprendi a escrever, fotografar, apurar, entrevistar, e tudo mais que eu precisava pra entender que eu queria aquilo pro resto da minha vida.
Três anos depois comecei a faculdade. Na primeira aula de Rádio Jornalismo percebi que tinha um carinho especial também pela “latinha” , e decidi que queria trabalhar numa rádio. Lá fui eu com vários currículos em uma pasta bater na porta de todas as emissoras de Jales atrás de uma oportunidade. Na época deu certo na Moriah FM, onde trabalhei de forma voluntária por meio período durante três meses.
Com os contatos que fiz, surgiu a oportunidade de estagiar na Assessoria de Comunicação da Prefeitura, onde também fiquei por três meses. Isso porque também com os contatos criados, apareceu uma oportunidade nas Rádios da Diocese de Jales, a então Assunção AM e Regional FM.
Por dois anos fiquei meio período nas Rádios da Diocese e no outro período no JJ. Até que me surgiu uma oportunidade que seria o divisor de águas em minha vida. Fiquei sabendo que a TV TEM – Afiliada Globo na região havia aberto processo seletivo para contratação de estagiário em Votuporanga. Me inscrevi, prestei a prova e mesmo não tendo quase ou nenhum dos requisitos que eram solicitados na época, fui escolhido.

TRAJETÓRIA 
Deixei meus dois empregos com carteira assinada em Jales e me mudei pra Votuporanga. Lá fiquei por um ano e meio como estagiário da emissora, uma das experiências mais enriquecedoras de minha vida.
O estágio terminou, acabei também a faculdade, e com 21 anos voltei a morar na casa dos meus pais.
Fiquei desempregado por um mês, mandei dezenas de currículos pra empresas de praticamente todos os estados do país. Apareceu então uma oportunidade em Selvíria, no Mato Grosso do Sul para trabalhar em uma rádio. Fui de mala e cuia pra cidade de pouco mais de seis mil habitantes, mas lá fiquei apenas 19 dias. Não me adaptei aos costumes do local nem ao trabalho. Nesse meio tempo, eu tinha feito contato com os responsáveis pelo Grupo Moraes de Comunicação, de Santa Fé do Sul, que haviam implantado há pouco tempo em Jales a Rádio CBN Grandes Lagos. Resumindo, sai de Selvíria numa sexta feira e na próxima segunda já estava de trabalho novo, a CBN, emissora que assim como o slogan já diz, é a “Rádio que toca notícia”. Mas como o futuro a Deus pertence, fiquei por lá também por três meses. Isso porque numa quarta-feira, pouco depois do meio dia meu telefone tocou. Do outro lado da linha estava uma das responsáveis pela TV TEM na região de Itapetininga, dizendo que havia surgido uma oportunidade para vídeo reportagem em Avaré. E cá estou eu há quase dois meses, sendo vídeo repórter.
O trabalho parece assustador no começo, mas com o tempo você acaba se acostumando. A função consiste em ser cinegrafista e repórter, isso mesmo, tudo sozinho, cobrar o escanteio e cabecear.
Apesar de ainda fazer pouco tempo, posso dizer sem dúvida alguma que estou vivendo um dos momentos de maior aprendizado na minha carreira, e aqui publicamente agradeço a direção da emissora pela confiança no meu trabalho. Agradeço também aos responsáveis de todos os veículos de comunicação onde já trabalhei, por terem confiado no trabalho daquele jovem sonhador.
Em sete anos foram sete empregos diferentes, quatro cidades, dois estados. Aos alunos de jornalismo, deixo como conselho que não tenham medo de se arriscar. Não pensem duas vezes em encarar novos desafios, aceitar novas oportunidades, mesmo que não seja aquilo que você esteja planejado no momento. Outra coisa, dinheiro não é tudo, mais do que um bom salário, o que importa é o aprendizado que você vai conseguir. Parece clichê, mas com o tempo vão entender que não.
Como já me aconselhou um ex chefe, o cavalo passado selado uma vez só meus amigos, cabe a você montar nele ou não....
Que esse primeiro dia de aula seja apenas o início de uma linda carreira no mundo do jornalismo. Sejam bem vindos a profissão!

Rafael Honorato
(Jornalista da TV TEM em Avaré)