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Alto investimento e a necessidade de títulos

Por Eduardo Martins
31 de março de 2019
Eduardo Martins
Sem saber o que é erguer uma taça há quase sete anos e com apenas um título na última década, o São Paulo está longe de viver momentos gloriosos que marcaram a história do clube. Apesar disso, mesmo com altos valores envolvidos no negócio, o Tricolor anunciou nesta última semana o retorno de mais um jogador identificado com o torcedor: Alexandre Pato.
De acordo com o GloboEsporte.com, o custo da operação nos próximos três anos e oito meses de contrato será de 8,6 milhões de euros (R$ 38 milhões), o que deixa claro a necessidade de grandes conquistas para justificar tamanho investimento.
Vale ressaltar que Pato tem 29 anos e pensando em valor de mercado, dificilmente trará retorno financeiro ao clube caso não dê certo no Morumbi. Em contrapartida a isso, o jogador deve receber no primeiro ano de contrato metade do montante que seria pago à Diego Souza, sendo que o atleta ainda tem muito mais a oferecer do que o camisa 7 do Botafogo.
Outro ponto que causa dúvida é o orçamento do São Paulo para 2019. No início da temporada foi previsto que se o clube chegasse às quartas de final da Libertadores precisaria conseguir cerca de R$ 120 milhões em venda de jogadores. 
No maior vexame da sua história, o Tricolor foi eliminado na primeira fase da competição e não pode abrir mão dos jovens Luan, Liziero, Antony e Igor Gomes se almeja algo de sucesso ainda neste ano.
A volta de Pato também é um marco de uma velha política praticada pelo presidente Leco: a contratação de ídolos como forma de “calar” o torcedor em meio a momentos turbulentos. O primeiro foi Rogério Ceni como treinador em 2017, que por pouco não queimou sua imagem no clube. Depois Raí como dirigente no ano seguinte, e Hernanes e Pato em 2019.
Fica claro que mais uma vez o São Paulo contrata um grande nome em meio a um momento de incerteza, sem saber se esse jogador vai resolver os problemas do time e acabar com a seca de títulos no Morumbi.
O mínimo a esperar é que a diretoria Tricolor não tenha feito uma loucura buscando agradar o torcedor no momento que o clube passa por dificuldades financeiras, e que garotos talentosos vindos de Cotia não perdem espaço na equipe.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas)