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Ainda dá tempo...

Editorial
16 de setembro de 2018
A aproximação da data das eleições gerais marcadas para 7 de julho talvez explique porque os eleitores, que até pouco tempo não queriam nem ouvir falar em política, comecem a refletir sobre o campeonato que realmente interessa — o da urna eletrônica. 
Se até 30 dias atrás, o máximo que se conversava a respeito de eleições não ultrapassava os limites da curiosidade sobre quem vai ser o próximo presidente da República, percebe-se agora, aqui e ali, o crescimento do interesse quanto aos demais cargos em disputa —governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais. 
Parece que a opinião pública está acordando para a vida e se dando conta de que não votar, votar em branco, anular o voto ou cravar o número de qualquer candidato cujo santinho estiver jogado nas imediações de sua respectiva seção eleitoral é marcar gol contra.
Esta impressão é decorrente do que vem acontecendo nos últimos dias quando, como não quer nada, os eleitores se aproximam dos chamados formadores de opinião e fazem a clássica pergunta; “em quem o senhor vai votar para deputado? ”
Nem mesmo o bispo diocesano de Jales, Dom Reginaldo Andrietta, tem escapado da abordagem dos fiéis, como admitiu durante a homilia (sermão) da missa das sete e meia da manhã, domingo passado, dia 9, na Catedral.
Ainda que seja o bispo referencial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o mundo do trabalho, falar fluentemente sete idiomas e ter grande vivência em missões realizadas fora do país, o religioso não dá pitaco sobre nomes, preferindo orientar os cristãos de forma geral sobre a necessidade de se informarem antes do voto. Ou seja, saber quem é quem.
Neste sentido, vale recordar uma democrática experiência vivida nas eleições de 1998, quando se lançaram candidatos a deputado estadual pela região dois postulantes de Jales — o ex-prefeito José Carlos Guisso (PSDB) e o vereador mais votado na eleição municipal de 1996, Luís Especiato (PT) — o ex-prefeito de Santa Fé do Sul, Itamar Borges (PMDB) e Toni Carvalho(PROS), de Palmeira d’Oeste.
O Fórum da Cidadania, que ensaiava seus primeiros passos, tomou a iniciativa de ajudar a eleitor a se esclarecer, promovendo dois debates com os candidatos. Um em Jales, na sede da Associação Comercial e outro em Santa Fé do Sul, no auditório da Rádio Dinâmica. Ambos os embates tiveram transmissão radiofônica em cadeia.
Faltando 23 dias para o pleito, não seria o caso de convidar para um debate sobre seus projetos Luís Henrique Moreira (Podemos) e Delegado Sakashita (PHS), marinheiros de primeira viagem, bem como parlamentares com atuação permanente na cidade nos últimos anos como a prata da casa Analice Fernandes (PSDB) e o sempre presente Itamar Borges (PMDB)?
Fica a sugestão para as lideranças comunitárias que constituem o Fórum da Cidadania, bem como às emissoras locais. Ainda dá tempo....