Editorial

Agora sim!

Além de ser reconhecido como um dos mais dinâmicos integrantes da nova geração de empresários da cidade, Carlos Eduardo Venturini também é um atento observador da cena socioeconômica tanto em nível nacional quanto estadual e local, como tem demonstrado em artigos autorais publicados por este jornal.

No mais recente, intitulado “Êxodo Caipira” (J.J.- 31/05/20) - , o jovem empresário pontuou com muita propriedade que, ao contrário do que aconteceu na década de 70, quando houve o chamado êxodo rural com o deslocamento dos habitantes do interior para os centros industrializados, agora está acontecendo o contrário.

Hoje, o processo vem se invertendo. Talvez tangidos pelos efeitos da pandemia e pela liquefação dos empregos nas metrópoles, é cada vez mais perceptível o chamado caminho de volta às origens.

Com muita acuidade, Du Venturini lembrou que em Jales há 100% de esgoto tratado, água potável saindo pela torneira, postos de saúde com médicos e remédios, Santa Casa que atende a todos, SUS que funciona, moradias mais baratas, menos trânsito , deslocamento e violência, comida fresca, escolas públicas muito melhores do que as da capital.

Realista, ele apontou um problema: necessidade de mais empregos. Mas, acrescentou, a tecnologia e a descoberta do home office permitem que pessoas qualificadas possam ganhar a vida bem longe da muvuca dos grandes centros.

Toda esta referência ao texto do jovem homem de negócios tem a ver com o fato de que, no quesito geração de empregos, há ações efetivas da atual administração municipal no sentido de facilitar a vida de quem gera emprego e renda.

Alguns fatos novos estão contribuindo para que as empresas já instaladas em Jales ampliem seus quadros de colaboradores, até porque não adianta ficar sonhando com multinacionais. Estas, por sinal, andam cada vez mais arredias e desativando unidades tradicionais para desespero dos trabalhadores .

Em relação a Jales e complementando o que o articulista-colaborador escreveu, é só ter um pouquinho de boa vontade, montar no carro e rodar, por exemplo, pelo Distrito Industrial III, historicamente o patinho feio de quem investiu no extremo norte do perímetro urbano da cidade.

Nem parece que se está percorrendo a mesma área quase intransitável, coalhada de buracos, onde ter acesso às empresas lá instaladas, sob chuva ou sol, era quase uma corrida de obstáculos comparável às competições olímpicas.

Agora sim é possível enxergar uma luz no fim do túmel em termos de ampliações do mercado de trabalho.

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