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Agora é obrigação!

Editorial
16 de junho de 2019
As redes sociais vieram para o bem e para o mal. Se as ferramentas digitais disponíveis tornaram o processo de comunicação em algo parecido como um piscar de olhos, por outro lado abriram caminho para bizarras intervenções de um segmento que, acobertado pelo anonimato,  transforma o que deveria ser uma saudável troca de opiniões em octógono de MMA. 
O exemplo mais evidente do clima de ódio e intolerância promovido por internautas mal alfabetizados e, mais do que isso, completamente deformados em termos de visão do mundo, se deu durante as eleições do ano passado. 
A pretexto de discutir sucessão presidencial e de governos estaduais, além de alternativas para ocupação de cadeiras no Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas, os valentões dos teclados partiram para um autêntico vale-tudo. 
Não foram poucas as famílias nas quais, por conta de preferências político-partidárias, a cordialidade se desfez e relações foram rompidas. Na época, em  mensagem  in box (privada)  enviada à direção  do J.J., uma internauta confessou que estava saindo do grupo da família para que, daí a dois meses, nas festas de Natal e Ano Novo, todos pudessem se sentar à mesa em clima de paz e harmonia .
Mas, nem tudo está perdido. As plataformas digitais, se bem utilizadas, não somente podem como devem ser eficientes instrumentos de conexão com o poder público. 
Felizmente, Jales parece que vai sair na frente mais uma vez. Ao invés da Audiência Pública presencial na Câmara Municipal para definição das prioridades a serem inseridas na Lei Orçamentária Anual, dispositivo previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei Orgânica do Município, a cúpula   da Prefeitura optou por um caminho mais em sintonia com os dias que correm. 
A partir de agora, o destino das receitas do município poderá ter as impressões digitais de quem paga as contas, ou seja, o contribuinte.
De que forma isto poderá acontecer? Da maneira mais fácil possível e ao alcance de qualquer criança—acessando um link no site da Prefeitura.
Desta forma, estará aberto o caminho para que os internautas possam preencher o formulário digital e definir as obras que desejam para sua rua, seu bairro, enfim, para a cidade onde moram.
As sugestões valerão para todos os setores, desde os que possuem maior dotação no orçamento como Educação (no mínimo, 25%) e Saúde (no mínimo, 19%) até Infraestrutura Urbana, Assistência Social, Agricultura, Esporte, Cultura , Turismo, Meio Ambiente e Administração.
Enfim, com esta inovação, não há mais desculpa para ninguém alegar que faltou oportunidade de se manifestar sobre o que é bom para a cidade.
Com a facilidade proporcionada pela participação via internet, interferir no processo de definição de prioridades virou obrigação.

O Editorial reflete a opinião deste jornal