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Acusados de estupros em Santa Albertina filmavam cenas com crianças

Prisão de acusados de estupros abala Santa Albertina
03 de junho de 2013

  Luiz Ramires
A população de Santa Albertina continua chocada com a prisão, no último dia 28, terça-feira, de três pessoas acusadas de estupro contra menores praticados naquela cidade. O delegado Sebastião Biazi que também exerce suas atividades naquele município, disse que acabava de fechar uma boca de fumo, prendendo duas pessoas e quando fazia os flagrantes, uma mãe o procurou, com duas filhas, uma de 10 e outra de 13 anos, dizendo que as mesmas haviam sendo estupradas. As crianças confirmaram a informação da mãe e disseram que sabiam de mais duas meninas que também teriam sido estupradas.
Imediatamente o delegado iniciou as investigações com a ajudada equipe daquela cidade e logo em seguida prenderam os três acusados e apreenderam uma filmadora. As outras duas crianças foram identificadas, sendo uma de 8 e outra de 11 anos, o que segundo o delegado, é caracterizado como estupro de vulneráveis.
O delegado explicou que os acusados praticavam atos sexuais com as crianças e filmavam as cenas. A polícia conseguiu pegar a filmadora e prender os três que foram conduzidos para cadeias da região.
Foi um flagrante que segundo o delegado chocou não apenas a população de Santa Albertina onde as crianças e pelo menos um dos acusados eram bastante conhecidos, como a própria equipe de policiais, acostumada com casos de violência.
Biazi disse que os acusados foram enquadrados nos artigos 217 A, 218 e 218 A do Código Penal e no Artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo resultar, se forem condenados, a até 32 anos de reclusão, o que demonstra a gravidade da situação.
Um dos acusados, de iniciais J. M., de 55 anos, segundo o delegado, era quem comandava todas as ações, filmando as cenas com a participação dos outros dois (W.C.L. 35 anos e E.G.A.de 48 anos) que normalmente eram convidados por ele.
“São cenas nojentas” afirmou o delegado. Ele disse que as filmagens eram feitas na residência de J.M. que trabalhava na cidade filmando festas, fazendo camisetas e pintando faixas. Ele abordava as crianças e as convidava para ajudá-lo nas pinturas na sua casa, quando praticava os estupros que algumas vezes tiveram a participação dos outros dois acusados. Esses atos contra as meninas, segundo o delegado já vinham acontecendo há cerca de um ano.
O delegado informou que as investigações, iniciadas logo depois de ouvir as duas crianças que foram apresentadas pela mãe, levaram às outras duas meninas, mas pode haver outras que ainda não foram identificadas.
As prisões aconteceram terça-feira á noite e na quarta, segundo o delegado, a cidade amanheceu chocada com a notícia, principalmente porque o acusado de comandar as ações era muito conhecido e respeitado pela população.