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Acusados de assassinato em Vitória Brasil são condenados a 12 e 14 anos de prisão

A juíza lembra ainda que os réus foram mantidos presos durante todo o curso do processo.
06 de novembro de 2016
O júri foi presidido pela juíza Maria Paula Branquinho Pini
O Tribunal do Júri da Comarca de Jales se reuniu no dia 26 de outubro, quarta-feira sob a presidência da juíza Maria Paula Branquinho Pini, para o julgamento de dois acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O crime aconteceu no dia 18 de março de 2014, em Vitória Brasil.
Um dos réus, David Miranda Lopes, foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão e o outro, Flávio Lima Gonçalves, recebeu pena de 14 anos e dois meses de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado. 
Eles foram responsabilizados pela morte de Marcos Vinícius Machado Silva. O corpo só foi encontrado oito dias depois, quando os dois foram presos e indicaram o local onde o mesmo estava escondido. 
Na sentença, a juíza destacou que “os réus não gozam do direito de apelar em liberdade, pois estão presentes os motivos ensejadores da custódia cautelar, especialmente a segurança na aplicação da lei penal, tendo em vista o quantum de pena aplicada, e a garantia da ordem pública, em face da gravidade do crime e da forma hedionda com que foi praticado, o que revela a periculosidade de seus agentes”. 
A juíza lembra ainda que os réus foram mantidos presos durante todo o curso do processo, sem que tivesse havido razão para a soltura dos mesmos durante esse período. “Destarte, agora que foram condenados por decisão soberana dos jurados, menos razão há para permitir que permaneçam em liberdade”, concluiu.
David, segundo a juíza, não apresenta maus antecedentes, mas o motivo do crime foi absolutamente desprezível, revelador de conduta social intolerante e personalidade instável, o que se denota pelas diferentes versões sobre os fatos por ele prestadas nos autos. Além disso, as provas demonstram que ele foi o executor principal do crime, desferindo os golpes de canivete contra a vítima. 
Em relação a Flávio, a juíza afirma que a conduta do réu extrapola o que é comum em crimes dessa natureza, dada a forma perversa com que foi praticado, acrescentando que o mesmo ostenta maus antecedentes criminais, revelando conduta social intolerante e personalidade inclinada para a prática de delitos. No seu caso, segundo a juíza “está presente a circunstância agravante da reincidência”, o que fez com que sua pena fosse aumentada em 1/6.
A juíza destaca ainda que o comportamento da vítima em nada contribuiu para o delito.