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A tática nazista na Reforma da Previdência II

por Caroline Guzzo
28 de janeiro de 2018
Caroline Guzzo (é jornalista)
O assunto parece não ter fim, por isso resolvi mostrar aos nossos leitores mais um pouco da maquiagem que o Governo vem tentando fazer e a lavagem cerebral que acham que irão conseguir sobre esse polêmico assunto da reforma da previdência. 
Quero esclarecer o que muitos de vocês não sabem. A câmara dos deputados e o senado federal aprovaram no ano passado uma medida provisória que concede isenção de impostos para petrolíferas estrangeiras, apelidada de “MP do Trilhão”, ou seja, serão perdoados R$ 1 trilhão da União nos próximos 25 anos, em decorrência da isenção fiscal, isentando imposto de importação, entre outras providências, produtos, projetos e serviços sob responsabilidade de empresas estrangeiras com interesses nos campos de petróleo brasileiros. 
Se você acha que acabou a pouca vergonha, só está começando, sabe o que mais os nossos queridos representantes fizeram? O governo federal concedeu benefício a produtores rurais e abriu mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadações nos próximos anos.
Opa, aconteceu um choque de informações. Como o governo afirma que estamos com déficit na previdência se está abrindo mão de trilhões em receitas? O discurso é mentiroso! Eles querem enaltecer ainda mais os poderosos. 
Se eu te contar que tem mais rolo nisso tudo? Você conhece Marcelo Caetano? Ele é secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada do Banco do Brasil. Opa, ele é o principal interessado na aprovação da reforma da previdência. Estão entendendo a baderna que o governo está querendo fazer?
A conclusão nítida que podemos chegar é que essa reforma está a mando dos rentistas e do sistema bancário nacional, que tem interesse em vender planos de previdência complementar a todos aqueles que tiverem o valor de suas aposentadorias afetados em razão da reforma. Estão entendendo? O intuito é beneficiar os poderosos e ter o apoio dos bancos para financiar campanhas políticas. 
Sabe o que acontece com os trabalhadores, empresários, microempresários? Pagamos pelos interesses dos grandes. O governo abre mão da receita para ajudar os rentistas e aproveita para tirar mais um pouco dos desfavorecidos. Justo isso, brasileiros? 
Precisamos movimentar-nos, somos mais fortes do que eles e podemos reverter essa injustiça. Portanto, fiquem atentos aos deputados que forem favoráveis a esse acordo. Demonstre sua revolta nas urnas. Vamos Brasil, nós podemos impedir isso.

 Caroline Guzzo
(é jornalista)