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A Páscoa e o Empreendedorismo

Por Silvia Barbosa de Melo
08 de abril de 2019
Silvia Barbosa de Melo
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
A páscoa judaica (passagem) é o nome do sacrifício segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos. Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, narrado no livro de Êxodo. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Jesus (que supostamente aconteceu na Pessach). 
Ao aprofundar mais e observar as pesquisas, vamos ver que nesta época do ano, na Idade Média os antigos povos pagãos europeus, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. Mas o costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, o rei Eduardo I (900-924), tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.
Por que o ovo de Páscoa? O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.
Por que o Coelho de Páscoa? Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa. Outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. Mas a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. 
Desde a idade antiga a Páscoa é uma data boa para os empreendedores. Nos antigos povos, onde a deusa Ostera era venerada, as mulheres costumavam trocar ovos decorados, com doces dentro, por outros objetos. Deste jeito, ocorria um escambo saudável. Com o avanço do cristianismo, os ovos da Deusa Ostera foram substituídos pelos ovos que significam uma nova vida. Então confeiteiros aproveitaram para vender ovos, de confeitos, com doces dentro.
Hoje a Páscoa movimenta um comércio milionário (Tadeu Costa dono da Cacau Show que o diga). Além das vendas de chocolates em formas de ovos, há o comércio dos objetos de decoração. Pessoas com habilidades em culinária e em artes manuais, aproveitam para vender ovos caseiros e, também, decoração temática. Portanto, uma ótima oportunidade para tornar-se um super empreendedor.

Silvia Barbosa de Melo
(empresária, contadora, mestre em Ciências Contábeis e diretora-proprietária da escola de idiomas CNA)