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A NOVELA de finalização da reforma do Plano Diretor deve ter novos desdobramentos, amanhã, durante nova audiência pública convocada para discutir com a comunidade os últimos acertos sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido até agora ...

Contexto
14 de outubro de 2018
A NOVELA
de finalização da reforma do Plano Diretor deve ter novos desdobramentos, amanhã, durante nova audiência pública convocada para discutir com a comunidade os últimos acertos sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido até agora, para que o projeto possa ser, finalmente, encaminhado para votação na Câmara, antes de ser sancionado pelo prefeito.

É QUE
algumas questões ainda estão causando polêmicas, como mostramos em matéria nesta edição. É o caso, por exemplo da divisão de lotes que como está no projeto não pode ter frente menor que 8 metros o que segundo os críticos, se for aprovado, simplesmente inviabiliza o desdobro na cidade, pois a divisão desses terrenos para quem quiser separar em dois lotes teria que ter seis metros de frente, o que é permitido por lei federal que exige frente de cinco metros.

TAMBÉM
está sendo questionada a largura das ruas e avenidas previstas para os loteamentos, que na opinião de entendidos, vai encarecer muito os terrenos podendo até inviabilizar novos empreendimentos, para as populações de baixa renda, pelo alto custo, mesmo dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

SÃO
apenas dois exemplos citados por algumas pessoas que certamente estarão participando da reunião de amanhã à noite, procurando chegar a um acordo, pois o debate é sempre bem-vindo, principalmente em assuntos como esse que implica em transformações na área urbana para as próximas décadas.

AO MESMO TEMPO,
não se pode deixar de reconhecer o esforço da equipe responsável pela elaboração do novo plano, que vem realizando um trabalho importante e com alto nível técnico, mesmo tendo no encalço o Ministério Público Estadual que fixou prazo para a aprovação do mesmo, embora dando um respiro para que esse período pudesse ser prorrogado e essas discussões finalizadas.

SÃO
situações como essa que valorizam os espaços democráticos em que as discussões acabam resultando em soluções onde quem ganha é o povo, com resultados de consenso e não de imposições de cima para baixo, sem a participação popular como normalmente acontece quando se convocam reuniões para discutir questões importantes que envolvem os interesses da comunidade, mas ninguém acaba se interessando. (Luiz Ramires)