jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

A Geografia no vestibular

Por Eduardo Britto
07 de julho de 2019
Eduardo Britto
Há 50 anos atrás, ao término de uma aula de geografia, o aluno deveria estar com todas as capitais, o número de habitantes, o nome dos afluentes dos principais rios e as principais denominações existentes sobre o Brasil e o mundo. O estilo era no famoso “decoreba. Não tinha essa de saber os “porquês”, as razões ou os fatores desse ou daquele espaço geográfico. Cabia ao aluno a reprodução automática daquelas informações sem qualquer tipo de questionamento.
Concomitante a essa transmissão de dados em aula, não havia grandes preocupações com o conhecimento sobre geografia. No Sistema Objetivo, por exemplo, quando a Porfa. Vera Antunes assumiu a coordenação de Geografia na década de 1960, a disciplina contava com 2 aulas quinzenais apenas.
Porém, a preocupação quantitativa deu espaço para um pensamento crítico que transformou o modo de pensar da Geografia. As perguntas que antes pairavam sobre o “quanto” ou “quais”, agora solicitam ao aluno o entendimento por meio da historicidade e do materialismo do espaço alterado, seja devido as condições naturais ou pela ação antrópica.
Nesse sentido, o vestibular passou a mudar os seus questionamentos aos postulantes à vida acadêmica. Passou a indagar os fatores, as causas, as consequências e o domínio do conceito que envolve a dinâmica terrestre ou do ser humano. Por isso, as duas aulas quinzenais não davam mais conta de atender algo imensamente complexo como o estudo crítico desta Geografia. 
Alguns cursos pré-vestibulares do Sistema Objetivo, por exemplo, já contam com 4 aulas semanais abrangendo Geografia do Brasil, Geografia Regional do Brasil e Geografia Geral.
Cabe ressaltar também que os cursos mais concorridos que costumavam deixar a Geografia de lado, passaram a entender o quão importante é a disciplina e como ela pode desequilibrar na nota final. Normalmente, nestes cursos, as notas de exatas sempre foram as mais vislumbradas. Mas, os coordenadores dos cursos pré-vestibulares perceberam que, deixar de lado outras disciplinas como a Geografia, fazia com que a nota do aluno caísse drasticamente. Por isso, a restruturação das grades de aulas passou a relevar a sua importância em sala.
Por isso, ao estudar Geografia para o vestibular algumas dicas são importantes:
•Mantenha-se atualizado por meio de leituras de jornais e revistas;
•Não pense um conteúdo ou conceito de maneira isolada: relacione-os sempre;
•Estude com mapa. Saiba localizar o conteúdo estudo e interpretar as informações que estão contidas nele;
•Análise as paisagens por meio de imagens. Saiba descrever as características físicas, econômicas e demográficas; e
•Jamais pergunte o que vai cair no vestibular. A Geografia é ampla e cobra todos os temas ou localidades possíveis. Algum conteúdo pode ser mais relevante que o outro, porém, jamais podem ser ignorados.
Bons estudos!

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)