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A Fisioterapia Neurológica e o AVC

ARTIGO ACADÊMICO
29 de outubro de 2019

O Acidente Vascular Cerbral (AVC) pode ser definido como déficit neurológico focal súbito, devido a uma lesão vascular. O termo inclui lesões causadas por distúrbios da coagulação e hemodinâmicos, mesmo que não haja alterações detectáveis nas veias ou artérias (MAZZOLA, 2012).

 O AVC pode ocorrer quando há interrupção do fluxo sanguíneo devido à falta de oxigênio ao cérebro e pode ser classificado como isquêmico ou hemorrágico. A partir de 5 minutos de isquemia pode ocorrer morte no tecido nervoso, o que gera perdas das funções da região afetada. Esse tipo é denominado de AVC Isquêmico.

Outro tipo de AVC é o Hemorrágico, que ocorre geralmente pela ruptura de um vaso sanguíneo com extravasamento de sangue no tecido nervoso. As principais causas do AVC são, dentre outras, a hipertensão arterial, angiopatia amilóide e a ruptura de um aneurisma cerebral.

Os principais sinais apresentados antes do AVC são: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; tontura ou alteração no andar (MARTINS, 2011).

Depois de instalado, AVC leva a incapacidades e disfunções motoras e sensoriais relacionados diretamente com a localização e extensão da lesão, dependendo da região  atingida no cérebro. As deficiências motoras geralmente se manifestam como hemiplegia ou como hemiparesia, caracterizada pela perda de força muscular contralateral à lesão encefálica, além de prejuízos das funções de equilíbrio e de marcha.

As deficiências sensoriais mais frequentes estão relacionadas à sensibilidade, à linguagem e à percepção espacial, além do déficit cognitivo. Esses prejuízos resultam em limitação na realização das atividades de vida diária (AVD) (SCALZO et al, 2010).

Buscando reverter os comprometimentos do AVC, muitos pesquisadores têm procurado explorar a capacidade do cérebro de se reorganizar e de reaprender funções. Isso é proporcionado pela chamada plasticidade neural ou neuroplasticidade.

Dentre os diversos tipos de tratamento, a fisioterapia dispõe de técnicas convencionais da Fisioterapia Neurológica que têm como objetivo promover estímulos sensoriais para a recuperação dos movimentos funcionais de pacientes que sofreram sequelas decorrentes de AVC. Os recursos aplicados nos membros afetados têm a finalidade de estimular novas conexões com o sistema nervoso central e, assim, contribuir para a neuroplasticidade (CONFORTO; FERREIRA, 2009).

O curso de Fisioterapia da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF) tem um setor de estágio especializado na área de Fisioterapia Neurológica, onde alunos do 9º e 10º períodos, sob supervisão de professores especialistas, realizam o trabalho de Reabilitação pós AVC.

 

Discentes: Kelly Fortunato Almeida; Lara N. Lio Freitas Miranda; Lílian Gleise Veiga De Assunção; Lorraini Fernandes Santos; Luana Aparecida Lopes De Lima; Tayná Francielle De Sousa Domingos

Docentes: Rosana De Fátima Garbim, Grasiela Amato Freitas

Coordenação: Luciana Marques Barros


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