jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

A falta do coringa

por Lucas Rossafa
02 de abril de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Chegou ao fim o período de testes na Seleção Brasileira. Desde que foi oficializado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 20 de junho de 2016, o técnico Tite teve quase dois anos para conhecer os jogadores e saber com quais pode contar no objetivo mais importante deste ciclo, a Copa do Mundo.
O provável grupo de convocados tem virtudes de sobra. No gol, apesar de muitos preferirem Ederson, Alison vive momento espetacular na Roma. Assumiu a titularidade no início da temporada e já desperta o interesse de gigantes europeus. As laterais significam segurança, experiência e qualidade ofensiva. Daniel Alves e Marcelo são, sem dúvidas, os melhores em suas respectivas posições.
No meio campo, há a vitalidade de Casemiro, aliada às multifunções de Paulinho. A dupla, embora atue em rivais espanhóis, entende-se com facilidade e se completa. O segundo, inclusive, vive seu principal momento na carreira e, mesmo sem ser craque, cumpre função tática de forma impecável.
O setor ofensivo dispensa comentários. Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus formam um trio de respeito e, como se sabe, podem resolver uma partida a qualquer momento. Entretanto, o cenário da Seleção Brasileira não é totalmente perfeito. A maior preocupação do torcedor está no atleta que pode entrar no intervalo, chamar a responsabilidade em um duelo difícil e classificar o Brasil no mata-mata, por exemplo.
Com exceção de Roberto Firmino e Willian, não há nenhum jogador diferenciado com tais predicados no banco. A força coletiva do plantel montado por Tite é indiscutível, mas falta talento individual entre boa parte dos reservas. Ignorar Luan, do Grêmio, e convocar Taison é uma medida que empobrece o plantel em termos de qualidade.
A esperança de todo brasileiro é de que, assim como em todo grupo campeão mundial, surja um herói improvável fora da equipe titular. Não seria nada mal se surgisse, na Rússia, um novo Kléberson. Ou se esqueceu do penta em 2002? Independente de qual jogo seja, é sempre importante contar com um coringa em momentos de dificuldade.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa
Arquibancada