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A educação e sua identidade

por Weslei Fernando Ormaneze
03 de junho de 2018
Weslei Fernando Ormaneze
Hoje, muito se tem discutido sobre o real significado da educação, referindo-se a esta como uma forma de construção de competências e de desenvolvimento de habilidades, contudo pouco se sabe sobre qual a forma concreta de conquista de resultados satisfatórios ou de como avaliar a excelência desses resultados, considerando a heterogeneidade dos Alunos e as diferentes condições das Escolas. 
Há de se compreender, que a Educação moral, social, fraterna e intelectual vai além dos bancos escolares; e é em primeiro momento responsabilidade da Família, seja ela configurada de qualquer forma, desde que participativa e responsável. A Escola é uma mediadora nesse processo e tem a oportunidade de direcionar o Educando desde a Educação Infantil, para o caminho do conhecimento e da vida em ambiente social, alimentando a busca pela aprendizagem e pela sua identidade e individualidade intelectual, considerando os ritmos peculiares do desenvolvimento de habilidades e as particularidades de cada um dos estudantes. 
Algumas práticas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental ilustram a dinâmica da vida cotidiana em sociedade, de forma lúdica, quase imperceptível aos olhos dos Alunos; que ainda não interpretam com clareza essa prática, mas conseguem através dela descobrir o valor das perguntas, das discussões, dos debates e da aventura pela qual cada “novo aprender” passa. É aí também que se detém o primeiro passo para que os Discentes entendam que a proximidade entre as pessoas e a troca afetiva entre elas é um princípio simbólico de moral, solidariedade e fraternidade. 
Não há como se falar em Educação sem remetermos o pensamento às Escolas, e com isso conhecer o segundo ambiente social ao qual a criança foi inserida, pois esta sucede a família e seus laços afetivos. O ambiente escolar socializa crianças, considera diferenças de ritmos de aprendizagem e expõe aos Pequenos um ambiente com regras e adaptações para transmissão de conhecimento de mundo, de alfabetização, da ciência, da linguagem numeral e dos acontecimentos históricos. E esta mesma Escola ainda é responsável pela mediação da absorção espontânea dos Alunos na visualização de fatos externos e da influencia destes na continuidade da aprendizagem. 
Uma instituição escolar tolerante à absorção de fatos externos produz Alunos pensantes, preocupados com o bem estar social, com as relações da ciência e da saúde e com a busca por mais aprendizagem. Não há um caminho de construção, sem que a Escola e seus Professores saibam filtrar o que de fato é positivamente significante para o Aluno. A este passo, a mesma Escola que ensina a absorver o conhecimento aprende a desenvolver as metodologias para alcançar seus objetivos. Esta mesma Instituição deve considerar ainda a Base Nacional Comum Curricular, legalmente aprovada, como uma forma de orientação em seus planejamentos, reuniões pedagógicas e principalmente no embasamento de metodologias criativas e progressivas, que consigam desde a Educação Infantil proporcionar aprendizagem e desvendar a complexidade de cada uma das fases da Alfabetização.    
Dessa forma, compreende-se ainda que não exista um processo educacional pronto para que Alunos, Professores, Escolas e as Famílias possam seguir, mas há possibilidades de parcerias entre o processo educacional e todos os envolvidos nele, além de uma necessidade social de Educação fraterna e solidária. Não haverá uma sociedade justa e harmoniosa se não entendermos que o Aluno é uma fonte de inspiração, e que cultivar e desenvolver esta fonte nos requer conhecimento, didática, boas práticas metodológicas e principalmente criatividade.

Weslei Fernando Ormaneze
(Secretário Municipal de Educação de Vitória Brasil)