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A chuva acabou, mas a dengue continua preocupando

por Luiz Ramires
02 de junho de 2019
A coordenadora da equipe municipal de combate às endemias, Vanessa Luzia da Silva Tonholi com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Eloá Koga
O município de Jales tem registradas 2.141 notificações de dengue com 1.752 positivas, mas ainda existem fichas paras serem incluídas e as notificações continuam chegando diariamente, como informou a coordenadora da equipe municipal de combate às endemias, Vanessa Luzia da Silva Tonholi.
Nesta semana mais fria já deu para perceber uma pequena redução do número de notificações que chegam das unidades de saúde, mas segundo Vanessa, ainda é cedo para afirmar que os casos de dengue estão diminuindo, com a chegada do frio, o que só poderá ser confirmado nos próximos 15dias.
Em requerimento encaminhado à Prefeitura pela Câmara, os vereadores Claudecir José dos Santos, Luiz Henrique Viotto e Tiago Abra querem, saber qual o índice larvário apurado nos últimos quatro meses. Vanessa explicou que esse índice é apurado trimestralmente e que em julho de 2018  era de 0,7, em outubro, 1,5, em janeiro 3,4 e em abril, 2,5. Esse aumento nos períodos de chuva e mais quentes é normal, segundo Vanessa.

EDUCAÇÃO
Os vereadores também querem saber quais as atividades educativas desenvolvidas em 2018 e 2019. Vanessa explica que existe um cronograma anual de ações educativas para ser cumpridas, incluindo eventos como a Semana de Saúde junto à população, com maquetes, aquários com larvas e encerramento na praça.
Ao mesmo tempo as equipes de saúde trabalham nas salas de espera orientando os pacientes e nas escolas, sendo que nas escolas esse trabalho também é feito pela equipe de controle de endemias, além de divulgar na mídia e nas redes sociais como se encontra a situação da dengue no município e como a população pode colaborar. Esse trabalho acontece o ano todo, inclusive com a distribuição de panfletos nas escolas, nas residências e no comércio.

NEBULIZAÇÃO
Quanto à nebulização, que também foi questionada pelos vereadores, Vanessa explicou que o inseticida é aplicado em áreas com incidência de dengue e só dura 20 minutos, eliminando os mosquitos, enquanto as larvas continuam vivas e também precisam ser eliminadas.
Desde janeiro a nebulização vinha sendo feita, cobrindo quase toda a cidade, mas teve que ser interrompida porque o governo federal deixou de fornecer o inseticida, pois apresentava problemas e foi devolvido ao fabricante e as prefeituras ficaram sem saber quando o problema será resolvido.

EQUIPE
Os vereadores também querem saber quantas pessoas trabalham no controle da dengue. Vanessa explicou que este ano foram contratadas mais cinco pessoas para a equipe, passando para 17, mas não é só a equipe que faz esse trabalho, pois essa também é uma atividade dos agentes, segundo o Ministério da Saúde, o que aumenta para mais de 70 pessoas trabalhando no combate ao aedes aegypti.
Se o município tem uma sala própria para a hidratação do paciente foi outra questão levantada pelos vereadores e Vanessa explicou que não e nem é necessário, pois todas as Unidades de Saúde do Município estão preparadas para receber os pacientes para serem tratados e hidratados. Montar um local só para hidratação, além de gerar custos, com a contratação de médicos, enfermeiros e outros funcionários, segundo ela, cria outros problemas, como o paciente deixando de procurar a UBS que fica muito mais próximo da sua casa e os médicos das unidades ficariam parados. O desafio, como afirmou, é melhorar o atendimento nas unidades.
O Comitê da Dengue também foi questionado e Vanessa explicou que este ano houve reuniões, principalmente para programar as intensificações de visitas às residências, inclusive para a retirada de material, com a ajuda de um caminhão da Secretaria de Agricultura.

PROTOCOLO
Há ainda a questão do protocolo clínico seguido para os casos de dengue, que foi explicado pela enfermeira da Vigilância Epidemiológica Eloá Koga. Ela informou que o mesmo é seguido através do Ministério da Saúde, executado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, disponibilizados para todos os médicos que foram capacitados nesse manejo clínico para a chamada arbovirose que envolve não só a dengue, mas a zika e a chikungunya para um diagnóstico de acordo com cada caso.
Por fim, os vereadores questionam a situação das notificações e multas contra os proprietários de imóveis que não os mantém limpos. A coordenadora municipal da equipe de vigilância sanitária, Roseli Donda da Silva informou que em 2019 a Prefeitura realizou 23 autos de infração, com seis multas, além de 46 notificações.