quarta 02 dezembro 2020
Arquibancada

A chegada de Goulart e a cereja no bolo palmeirense

Atual campeão brasileiro e destaque no cenário nacional nos últimos quatro anos, o Palmeiras a cada dia aumenta a qualidade do seu elenco em busca de mais uma temporada gloriosa e do sonhado título da Libertadores da América. Para isso, o técnico Luiz Felipe Scolari recebeu nesta semana a cereja do bolo no seu farto elenco: Ricardo Goulart.
Bicampeão nacional com o Cruzeiro em 2013 e 2014, o camisa 11 vem de quatro grandes temporadas na China e, apesar do nível técnico inferior do futebol apresentado no oriente, tem tudo para ser uma peça fundamental no elenco palmeirense ao lado de Dudu.
A chegada de Goulart ao time paulista mais uma vez mostra a força do clube no mercado. Apesar de não ter feito investimento financeiro na contratação do reforço - emprestado por um ano - o clube precisou de paciência para convencer os chineses a liberar o principal nome da equipe.
Polivalente, o jogador tem o meio-campo como a sua posição de origem, podendo atuar na faixa central, ou aberto explorando a velocidade. Na China, o atleta também chegou a atuar como atacante, marcando 103 gols em 157 jogos no melhor momento da sua carreira.
Se Felipão optar por usar Goulart na faixa central a concorrência será alta. Moisés é um dos principais jogadores do time nos últimos anos, e Lucas Lima fez bom segundo semestre na temporada passada. Além disso, Raphael Veiga que volta de empréstimo, Gustavo Scarpa, Zé Rafael, Guerra e Hyoran são outras opções.
No comando do ataque a equipe também possui várias possibilidades, porém o número é menor do que na faixa central. Deyverson terminou 2018 como titular, enquanto Borja se tornou peça de composição do elenco. Arthur Cabral, destaque do Ceará, foi contratado recentemente e também pode ser utilizado.
Com elenco farto, o Palmeiras tem tudo para fazer mais uma excelente temporada e a chegada de Ricardo Goulart dá o tom do que o clube projeta para 2019. Com elenco recheado de estrelas, o principal desafio está nas mãos de Felipão: conseguir colocar em campo todos os grandes jogadores e manter o entrosamento da equipe. Se isso ocorrer, a conquista de pelo menos um grande título tem tudo para se tornar uma certeza.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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