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A base sempre salva

por Lucas Rossafa
18 de março de 2018
Lucas Colombo Rossafa
Quando se fala em exemplo de categoria de base no Brasil, é quase instantâneo pensar no Santos Futebol Clube. O time da Baixada, além de ter projetado o principal jogador da história do futebol mundial e o atual camisa 10 da Seleção Brasileira de Tite, tem um diferencial em relação aos demais clubes: coragem.
É praticamente consenso entre os diretores alvinegros que, todo e qualquer atleta com potencial, precisa fazer parte do elenco profissional, independentemente da idade e da posição. A promoção se dá mesmo sem o menino estar totalmente apto para treinar e competir entre os mais velhos. É no grupo de cima que ele ganha experiência, estrutura física e consciência tática sobre o que é preciso ser feito.
Além de todo o processo de preparação, a instituição prioriza treinadores que tenham conhecimento para gerir jovens e trabalhar com a base. No Santos, ao contrário dos rivais, não se pensa duas vezes para colocar os garotos em campo, sem levar em conta a importância da competição.
Outro fator que contribui a favor do Alvinegro Praiano é que sua torcida compreende a ideologia. Não é novidade para ninguém que, quando um jovem é opção no banco, os santistas logo pedem para que ganhe oportunidade.
Mas nem só de coragem vive o Peixe. Tem também necessidade. É impossível negar que o clube do litoral tem a menor torcida entre os quatro grandes de São Paulo – o que afeta diretamente na arrecadação. Com os cofres sempre apertados, a alternativa mais barata – e mais inteligente – é apostar nos talentos revelados em casa.
Na atual temporada, com dificuldades financeiras e com perdas importantes da equipe titular, foi preciso, mais uma vez, se reinventar. Rodrygo, Yuri Alberto, Arthur Gomes, Guilherme Nunes, Robson Bambu e Diogo Vitor são nomes que, aos poucos, vão ganhando rodagem em torneios de peso.
Sair do fundo do poço e chegar à glória com o comando da garotada é cenário bem conhecido pelo santista. Se a temporada vai reservas bons momentos ao torcedor, só o tempo dirá. Mas há um fato incontestável: a base sempre salva.