Editorial

5.000!

“Amor pela verdade, paixão pela liberdade e uma imensa capacidade de sonhar”. Este é o trinômio basilar da atividade jornalística definido desta forma por Carlos Alberto Di Franco, professor de jornalismo e articulista do jornal O Estado de S. Paulo e de tantas outras publicações de igual peso.

Mais à frente ele escreveu: “Hoje, mais que nunca, numa sociedade radicalizada e intolerante, tais valores precisam ser resgatados e promovidos”.

Estas considerações de alguém do nível do professor Di Franco vêm a propósito de um fato que mereceu registro na coluna Fique Sabendo, no Jornal de Jales, no último domingo, 17 de maio, e depoimentos de lideranças políticas e comunitárias — a comemoração das 5 mil edições do programa “Antena Ligada”, da rádio Antena 102 FM.

Trata-se de um marco no rádio interiorano principalmente se se levar em consideração o fato de que, por iniciativa do radiodifusor Wanderley Garcia, foi o primeiro programa jornalístico na região noroeste inserido na programação de uma emissora FM naquela época—1999.

Vale lembrar que, até então, rádio FM, com pequenas variações, era voltada para as chamadas play-lists, ou seja, com quase 100% de música. A própria emissora jalesense inspirava-se em sua homônima paulistana, a Antena 1, cujo público-alvo era formado por ouvintes entre 13 e 30 anos, consumidores de hit-parades.

Ao se desfazer da Cultura AM, de grande tradição no radiojornalismo regional, Wanderley sentiu que era preciso fazer algo inovador na emissora FM e resolveu criar o “Antena Ligada”, reunindo apresentadores e repórteres já vinculados ao quadro e convidando para ser uma espécie de âncora do programa o diretor deste jornal, dando-lhe ampla liberdade de opinião e até instalando um estúdio avançado, que funcionava no escritório da residência do mesmo.

Ao bancar 5.000 edições do programa Antena Ligada, hoje apresentado pelo diretor executivo João Luiz Garcia e por Claudinei Antonio, com 23 anos de casa, a direção da Antena 102 FM mostra que, faça chuva ou faça sol, o jornalismo, nas mais variadas plataformas, ainda é a bússola da população.

E aí voltemos ao professor Di Franco, ao se referir às fake news que inundam as redes social. Sim, diz ele, “é verdade que suscitam debates, provocam polêmicas (algumas com forte radicalização) e exercem pressão”.

Mas as notícias que realmente importam, isto é, as que são capazes de alterar os rumos de um país são fruto não de boatos ou meias verdades disseminadas de forma irresponsável ou ingênua, mas de um trabalho investigativo feito dentro de padrões de qualidade”. Vida longa ao “Antena Ligada” e aos demais programas jornalísticos do rádio local e regional!


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