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30 ANOS DE CONDENAÇÃO: Juiz afirma que assassino de Luciana Cordioli premeditou crime

Juiz Vinícius Castrequini Bufulin: “Fica fácil concluir que o réu premeditou o crime

Por Bruno Gabaldi

Em audiência virtual realizada no dia 10 de fevereiro pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Fernandópolis, o juiz Vinícius Castrequini Bufulin condenou Jovanilson Soares Nogueira, 19 anos, a 30 anos de prisão e 300 dias – multa pelo assassinato de Luciana Cordioli. No entendimento do juiz, o réu planejou o crime.

De acordo com a sentença, Jovanilson conhecia Luciana e também já havia contratado seus serviços de motorista no passado, havendo assim empatia entre eles.

No dia do crime (13 de dezembro de 2020), o jovem se armou com uma faca e ficou à espera de Luciana em Urânia. A solicitação do serviço dela por meio de aplicativo de mensagens era justamente para que conseguisse ficar a sós com ela, tendo como trajeto a Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), sentido Fernandópolis.

Durante a viajem na rodovia (SP-320), Jovanilson rendeu a vítima com o veículo ainda em movimento, pediu para que parasse o carro no acostamento e encerrou os ataques. Segundo a sentença, foram desferidos 71 golpes de faca em Luciana.

VERSÃO DO ASSASSINO

Na sentença, o juiz escreveu que Jovanilson apresentou versão fantasiosa sobre os fatos. De acordo com ele, Luciana implicou com sua cor de pele, com sua vida de cigano e por estar sujo. Luciana então teria xingado e também arranhado-o.

Ainda conforme o réu, Luciana jogou o carro para o acostamento, se armou com uma faca que trazia no carro e desferiu um golpe no pescoço dele. Jovanilson disse que então teve que usar a faca que trazia com ele para reagir (legítima defesa) e acabou matando a vítima.

Segundo o juiz Vinícius Castrequini Bufulin, o jovem foi conduzido como “vítima” à Delegacia de Polícia de Fernandópolis. A mudança de versão do réu revela a falta de arrependimento e a intensa vontade de matar pela quantidade de perfurações.

TESTEMUNHAS

De acordo com os policiais militares Glaucia Salustiano Pereira e Eleandro Vieira da Silva, eles primeiramente atenderam a ocorrência de um corpo, justamente o de Luciana que, a princípio ainda não tinha sido reconhecido.

Após o fato, os PMs atenderam outra ocorrência, essa envolvendo Jovanilson, que se dizia vítima de assalto, mas ostentava grandes manchas de sangue incompatível com o perfeito estado de saúde dele.

O jovem então foi levado ao Plantão Policial. O veículo utilizado no crime foi encontrado, a vítima assassinada foi identificada e então as histórias se cruzaram. Questionado, Jovanilson confessou o crime e disse que matou a vítima para roubar o veículo.

O policial civil Julio César Pereira Camacho, que ouviu a primeira versão do réu se dizendo vítima de assalto, presenciou a confissão dos fatos reais, totalmente controvérsia. Também ouviu da ex-namorada de Jovanilson que ele e a motorista de aplicativo realmente se conheciam há algum tempo.

Jovanilson Soares Nogueira foi condenado a 30 anos de prisão e 300 dias – multas pelo assassinato de Luciana Cordioli

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