sexta 05 junho 2020
Arquibancada

26 anos sem um ídolo

O dia 1º de maio de 1994 jamais foi esquecido por muitos brasileiros. Era mais um domingo de Fórmula 1 com um gênio na pista; Ayrton Senna da Silva. Porém, aquele trágico dia estava diferente e terminou com uma das maiores tristezas do Brasil, a morte de um tricampeão mundial, para muitos o maior ídolo da história de uma nação que tinha orgulho de torcer pelo piloto.

Infelizmente o autor deste texto não teve o privilegio de acompanhar de perto a carreira do tricampeão, mas Ayrton merece reverências em todos os momentos e precisa ser lembrado eternamente como um dos maiores esportistas brasileiros.

Gênio nas pistas, Senna travou duelos emblemáticos com grandes rivais e protagonizou a maior rivalidade do esporte, com o francês Alain Prost. Em seu último ano na categoria, o brasileiro estreava pela Williams em uma Fórmula 1 que parecia a cada dia mais perigosa e muitas vezes era fatal.

Antes da morte de Senna, mas no mesmo final de semana do Grande Prêmio de San Marino, o austríaco Roland Ratzenberger morreu no treino classificatório. Eram diversos os pedidos de cancelamento da corrida do dia seguinte, mas ela aconteceu e, na sétima volta, na curva Tamburello, Senna escapou e perdeu a vida no circuito de Ímola.

Protagonista de momentos épicos jamais vistos na Fórmula 1, com um talento único, Ayrton deixou um legado e o automobilismo nunca mais foi o mesmo a partir daquela data. Antes um mero detalhe, a segurança se tornou algo essencial no esporte e, desde então, somente Jules Bianchi, em 2014, morreu em uma corrida da principal categoria do automobilismo mundial.

Alguns brasileiros como Rubens Barrichello e Felipe Massa, se destacaram na Fórmula 1 após a era Senna, mas jamais tivemos um campeão e chega até ser injusto comparar bons pilotos, com carreiras consolidadas, com alguém tão acima da média como o ex-piloto da McLaren.

Todo brasileiro que gosta de esporte precisa ter orgulho de Senna. Ayrton era gênio, dentro e fora das pistas. Infelizmente os anos passam e se tornam distantes muitas lembranças da genialidade e dos shows protagonizados pelo piloto, mas o reconhecimento e o carinho sempre vão fazer parte das lembranças do melhor e maior piloto da história da Fórmula 1.

Eduardo Martins

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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