quarta 27 janeiro 2021
Perspectivas

2020 será, de longe, o ano do ESSENCIAL

Nossa geração viveu pela primeira vez um surto pandêmico mundial de grandes proporções.

Em 2009, o vírus H1N1, causador da chamada gripe suína, foi o primeiro a gerar uma pandemia no século 21. O vírus, surgido em porcos, no México, se espalhou rapidamente pelo mundo, matando 16 mil pessoas.

A pandemia da Covid-19 que surgiu na cidade de Wuhan, na China, já fez mais de 1.700.000 vítimas e somente agora, em dezembro, começamos a ter a esperança de um final, em razão do início da vacinação em alguns países.

Há 102 anos, outra “gripe” desolou o mundo: a chamada GRIPE ESPANHOLA.

Acredita-se que entre 40 e 50 milhões de pessoas tenham morrido na pandemia dessa gripe de 1918, surgida na Europa, causada por um subtipo de vírus influenza.

Como a Gripe Espanhola, a Covid-19 também tem alto poder de contágio e proliferação e não possui tratamento ou remédios conhecidos, nos impondo limitações sociais e de convívio.

As instruções da OMS e dos órgãos de saúde basicamente são distanciamento social, uso de máscaras, evitar aglomerações e contato físico. Abraços e apertos de mão foram trocados por cumprimentos como um encontro de leves socos ou de chutes.

Na prática, a relação de vivência escolar foi trocada pela tela de um celular ou tablet, através de aulas online e a convivência do ambiente de trabalho, pelo home office; os encontros viraram virtuais e o superficial perdeu valor.

Em 2020 vivemos o ano do ESSENCIAL, em que tivemos que valorizar nossas casas e nosso ambiente familiar, priorizando nossa saúde física e mental.

O mundo voltou a se unir em um só...

Foi o ano que mostrou quais profissionais são realmente ESSENCIAIS e precisam ser valorizados. Vou citar os que para mim são mais relevantes:

- Os professores, mesmo à distância, tiveram que dar as suas aulas.

- Os profissionais da saúde, principalmente do SUS, trabalharam e continuam trabalhando como soldados na linha de frente de uma “guerra”.

- As polícias mantiveram suas rondas e fiscalizações, evitando o caos.

- Os lixeiros, varredores e domésticas mantiveram seu trabalho de limpeza e recolhimento do lixo gerado por todos nós.

Essa pandemia nos mostrou basicamente que um ministro do STF pode parar, mas um lixeiro não.

A lição que essa triste pandemia nos deixa é que precisamos olhar melhor para o realmente necessário.

Por isso, o que desejo a todos para 2021 é o ESSENCIAL.

 “O importante é a saúde, o resto corremos atrás”. Nunca uma frase clichê como esta teve tanto sentido.

Carlos Eduardo Venturini

(Diretor da Venturini Cia. Ltda., empresa com mais de 63 anos de fundação e com aproximadamente 200 colaboradores diretos)


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