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2017 de insucesso

por Lucas Rossafa
27 de novembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da PUC/Campinas) Twitter @lucas_rossafa
Ainda restam dois jogos para terminar a temporada, mas o torcedor santista já não vê a hora do time entrar de férias. O ano, que reservava boas expectativas, com o retorno à Copa Libertadores da América e a manutenção do elenco vice-campeão nacional, acaba de forma frustrante por diversas razões.
No G4 do Campeonato Brasileiro desde a 12ª rodada, o Peixe foi um dos postulantes ao título, apesar de pouco ter ameaçado o Corinthians. No entanto, dois motivos explicam o insucesso: falta de ambição e de qualidade técnica em quase todas as posições do elenco – a exceção está no gol e na zaga. De outubro para cá, o Alvinegro Praiano não se portou como candidato à taça – vide os empates com Ponte Preta, Vitória e Sport e as derrotas para São Paulo, Vasco e Chapecoense.
Em todos os casos citados, a equipe não brigou pela vitória, mesmo se fosse na marra. Se na técnica a maré não estava favorável, o momento era de correr triplicado, de disputar cada bola, de transpirar os 90 minutos e de se doar mais em campo. Mas não foi o que se viu no comportamento de alguns atletas.
Para piorar, o comodismo atrapalhou.Empates longe da Baixada foram considerados satisfatórios pela comissão técnica, embora o time tivesse tido condições para sair vitorioso. Tais tropeços furam fundamentais para distanciar o Santos da liderança e desanimar a torcida. Até agora, em 36 rodadas, foram incríveis 17 pontos desperdiçados diante dos seis últimos colocados.
Se já não bastasse a falta do espírito de campeão, é preciso admitir a carência de nomes qualificados no grupo, algo notório quando houve desfalques. Além dos lesionados importantes em todos os meses do ano, o torcedor se irritou com o descaso de Lucas Lima, que já não joga mais pelo clube, e com a má fase de Victor Ferraz, Zeca (até tentar rescindir o contrato na Justiça) e Copete. Mais: os possíveis substitutos no setor ofensivo – Thiago Ribeiro, Kayke e Vladimir Hernández – também passam por péssimo momento e pouco contribuíram.
Depois da queda vexatória na Libertadores, em meados de setembro, a confiança foi embora. No futebol, assim como na vida, não se consegue sucesso e vitórias sem ela. Hoje, o Santos pode ser resumido como uma equipe que sobrevive de boas atuações de Vanderlei e Bruno Henrique, duas peças primordiais na temporada.
Para conquistar a vaga direta na fase de grupos da próxima competição continental, o Peixe precisa somar um ponto nas duas últimas partidas – Flamengo, no Rio de Janeiro, e Avaí, na Vila Belmiro. Se este objetivo está perto, o planejamento para 2018 está bem distante. Com as eleições presidenciais agendadas para 09 de dezembro, a busca por reforços está paralisada, já que o presidente Modesto Roma Júnior, candidato à reeleição, não tem a permissão para contratar jogadores com custo.
Independentemente de quem for eleito, a obrigação é trazer nomes pontuais e que possam somar. Caso contrário, a temporada seguinte tende a ser igual – ou até pior – a que passou.