sexta 05 junho 2020
Arquibancada

por  Lucas Rossafa
 
ora é oficial: após dez anos, foi sacramentado, em reuniões na Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e na Federação Paulista de Futebol (FPF), o retorno do futebol profissional na cidade de Jales.
Para que o extinto Clube Atlético Jalesense se filie à FPF seria necessário desembolar R$ 800 mil, sendo que no caso do CAJ há pendências financeiras que precisam ser quitadas, podendo ser até parceladas na Receita Federal. 
Além disso, readaptar o Estádio Municipal para cinco mil pessoas – hoje, é de 2.500, aproximadamente –, torna-se obrigatório.“Para que tudo isso seja possível, trabalharemos em cima das documentações da agremiação, com a necessidade de obter uma certidão negativa da mesma”, declarou o Secretário Municipal de Esportes, Cultura e Turismo de Jales, Ademir Balero Molina. 
Se isso não for possível, a ideia é formar outra entidade, provavelmente intitulada como Jalesense, a qual já possui um estatuto feito, necessitando apenas ser aprovado. O futebol profissional da cidade se enquadrará na recém-criada Liga Paulista de Futebol (LPF), apoiada pela Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ), e pelo Ministério do Esporte. Tais órgãos, conforme as palavras do Secretário Estadual da SELJ, Jean Madeira, prometeram apoio aos participantes (já são mais de quarenta), além de um auxílio financeiro, fundamental para o planejamento de um clube de futebol.
 
 
COMO VAI SER 
A LPF, aliás, será a responsável pela administração da terceira e da quarta divisão de São Paulo. Em relação aos campeonatos da base, Jales disputará, em 2016, os torneios Sub-16, Sub-18 e Sub-23. Para isso, deverá contar com atletas vindos da Apafuj, do Projeto Novo Pontal e do Projeto Griffe Teen, ambos da cidade. Reuniões já foram realizadas, e as parcerias estão próximas de serem concretizadas.
Aos torcedores, a partir de 13 de maio, terá início o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, ou seja, o quarto patamar do futebol estadual. Os jogos, provavelmente, serão às terças e sextas-feiras, à tarde, aos clubes que não possuem infraestrutura adequada, como iluminação. Aos que possuem, as partidas serão realizadas aos sábados, em horários alternativos.
Segundo Molina, apoiadores para a formação dessa nova equipe profissional não faltam. Ele citou alguns interessados como Tuta, ex-Ponte Preta, além de Irineu Alves, dono do Tanabi Esporte Clube, e que será o responsável por comandar o time local.
Parabéns àqueles que lutaram pelo renascimento do esporte profissional na cidade de Jales. Espero que, apesar de alguns membros da diretoria não serem jalesenses, conheçam a realidade local, e façam um bom trabalho, diferentemente dos últimos gestores que vieram de fora, e tiraram o pouco que tínhamos, no iníci
o dos anos 2000.
 
 
 
A partir da esquerda: Fernando Enes Solleiro, vice-presidente executivo, Ademir Molina, Secretário de Esportes de Jales, Mauro Silva, vice-presidente do Departamento de Integração com Atletas, e Vágner Mancini, técnico do Vitória
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