jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Melhorar o desempenho é o desafio na volta às aulas, diz dirigente regional de ensino
15 de fevereiro de 2016
A volta às aulas, hoje, segunda-feira, dia 15 de fevereiro, deverá ser marcada pelo prolongamento das férias nas escolas estaduais e municipais, fazendo com que as mesmas só voltassem a funcionar depois do carnaval. Para a Diretoria de Ensino de Jales, que envolve 33 escolas em 25 municípios, o desafio é melhorar ainda mais o desempenho no Saresp - Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, onde conseguiu o 2º lugar entre os alunos do ensino médio e o 4º lugar nos do 5º ano (anos iniciais) e do 9º ano (anos finais), entre as 91 diretorias.
Nas escolas estaduais do município, são 3.250 alunos, em seis unidades, com um total de 117 classes e nas municipais são 1.328 no ensino infantil que funciona o ano todo, sem férias e 1.968 no ciclo 1, além da EJA - Educação de Jovens e Adultos e da Educação Especial, totalizando cerca de 3.400 alunos.
Na rede particular de Jales, onde as aulas já começaram no final de janeiro, são 1.604 alunos, em sete escolas e 101 classes.
 
REGIÃO
Na área da Diretoria Regional o que chama a atenção é a redução anual do número de alunos. Na avaliação da dirigente regional de ensino, Marlene Jacomasi, isso acontece porque são do 6º ano em diante e a entrada de alunos vem sendo menor do que a saída, em função da queda no índice de natalidade. Em relação a 2015, o ano começa com cerca de menos 600 alunos, sendo que este ano são 12.400, contra pelo menos 13 mil, no ano passado. Com isso, em 23 municípios onde existe apenas uma escola, a mesma continuará funcionando normalmente, só que com um número cada vez mais reduzido de alunos.
Em todos os municípios existem classes com cursos no período noturno, que também estão com número de alunos cada vez menor. No caso de Jales, três escolas deixaram de funcionar à noite: a Professora Onélia Faggioni Moreira, a Dom Artur Horsthuis e a Juvenal Giraldelli. Ficaram a Professora Sueli da Silveira Marin Batista, no Jardim Arapuã, a Carlos de Arnaldo Silva e a Euphly Jalles.
 
PROFESSORES
Com isso, houve redução do número de professores e coordenadores e sobraram menos oportunidades para os contratados que ainda aguardam uma vaga, podendo ser admitidos como substitutos. Outra oportunidade para os professores que precisam trabalhar são na parte diversificada dos currículos das escolas em tempo integral. 
Na área da Diretoria de Ensino são 12 escolas que funcionam nesse sistema. Esse número só não é maior porque muitos alunos do ensino médio precisam trabalhar e não podem ficar na escola até as 16 horas. Em Jales são apenas 260 alunos, na Escola Carlos de Arnaldo Silva.
A dirigente de Ensino recomenda aos pais dos alunos da rede estadual que aguardem a entrega do material escolar que inclui um kit que chega em março, para só depois ver o que está faltando e precisa ser comprado. Por enquanto, é suficiente um caderno, lápis, caneta e borracha.
 
Diretoria de Ensino de Jales está entre as melhores do Estado
 
A Diretoria de Ensino de Jales, mais uma vez, comemora os resultados obtidos no Saresp. Em todo Estado, Jales conseguiu um honroso 2º lugar entre os alunos do ensino médio e o 4º lugar entre os do 5º ano (anos iniciais) e do 9º ano (anos finais).
A dirigente regional de Ensino, Marlene Jacomassi, explica que os alunos do 5º ano têm que atingir nota 7 até 2030, mas na DE de Jales essa meta já foi superada, chegando a 7,28, com um crescimento de 24,87% em 2015. Os destaques ficaram para a Escola Estadual Francisco Molina Molina, de Santa Salete, com 8,50, José dos Santos, de Aspásia, com 8,44, Osvaldo Ramos, de Dirce Reis, com 7,88, Domingos Donato Rivelli, de Santana da Ponte Pensa, com 7,78 e José Teixeira do Amaral, de Urânia, com 7,67.
A meta para os alunos do 9º ano, até 2030, é chegar à média 6, mas por enquanto, mesmo com o 4º lugar no Estado, as escolas da DE de Jales ficaram com 3,96, com um crescimento de 13,47% em relação a 2014. Algumas se destacaram, com média acima de 5, como a José dos Santos, de Aspásia, que ficou com 5,17, Antônio Marim Cruz, de Marinópolis, com 5,14, Francisco Molina Molina, com 5,9 e Prefeito José Ribeiro, de Paranapuã, com 5,4.
O grande desafio, em todo o Estado e no país, segundo Marlene, é o ensino médio que ainda é muito fraco. Mesmo assim, a DE de Jales conseguiu o 2º lugar no Estado porque o crescimento em um ano foi de quase 20%, passando de 2,75 para 3,28, quando a meta para 2030 é média 5. Nessa faixa também algumas escolas conseguiram médias bem maiores do que as outras da região, como a Prefeito José Ribeiro que ficou com 4,68, Antônio Marin Cruz, com 4,54 e Dom Arthur Horsthuis, de Jales, com 4,32.
A dirigente de Ensino destacou que esses resultados só foram possíveis graças ao acompanhamento das famílias dos alunos e ao trabalho dos professores, coordenadores e diretores das escolas, além dos supervisores de ensino e dos coordenadores pedagógicos da DE. (LR)