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Universitário jalesense conta como é estudar medicina em Buenos Aires
01 de fevereiro de 2016
Desde meados de dezembro, Bruno Henrique Ferreira, 26 anos, está curtindo o chamado dolce far niente na terrinha, após um ano intenso de estudos em Buenos Aires. 
O filho de José Nivaldo Ferreira, auditor fiscal  concursado em Mato Grosso do Sul, e Elza Lúcia da Silva Ferreira, estuda Medicina na Universidade Aberta  Interamericana, na capital da Argentina. 
Ele foi ouvido pelo Jornal de Jales sobre a vida de estudante universitário naquele país...
 
J. J. -  Por que você resolveu estudar medicina em Buenos Aires?
Bruno - Escolhi Buenos Aires pelo fato do alto incentivo ao estudo e pela cultura e também pela nova experiência de estudar em outro país. O dia- a -dia em Buenos Aires é ótimo, pois a cidade oferece e incentiva o hábito da leitura, passa de geração a geração. 
 
J. J. -  O idioma foi uma barreira no começo do curso?
Bruno - O idioma, a principio, foi uma das barreiras, mas depois fui percebendo que é algo consideravelmente tranquilo, devido ao fato de ter que fazer uso no dia- a- dia.
 
J. J. -  Existe alguma diferença fundamental entre o ensino de medicina da Argentina e o do Brasil?
Bruno - A principio, quando chegamos para conhecer algo novo como foram os estudos em outro país, levamos alguns vícios de nossos antigos métodos.  Com o passar dos tempos, fui me ajustando ao padrão exigido por meus mestres professores devido à grande exigência por sempre saber encontrar o que realmente importa e saber me expressar com clareza. 
 
J. J. -  Em termos financeiros, é mais caro estudar na Argentina?
Bruno-  Os estudos na Argentina, em comparação ao Brasil,  são mais em conta, mas Buenos Aires já foi e é considerada uma das cidades mais caras da América do Sul para se viver. 
 
J. J. -  Há muitos brasileiros estudando na mesma faculdade? E em sua sala?
 Bruno - A faculdade tem grande procura pelos brasileiros devido seu grande conceito e respeito. Acredito que hoje em dia a faculdade já conta com mais ou menos 40% de estudantes brasileiros. Tive o prazer de compartilhar um ano ao lado de uma sala de aula onde somente o professor era argentino, o que mostrou a grande demanda que está tendo para a faculdade, demonstrando uma aceitação de estrangeiros cada vez maior. 
 
J. J. -  Como os colegas argentinos recebem os estudantes brasileiros?
Bruno -  A relação Brasil / Argentina se mostra amistosa quando o assunto é faculdade, mas posso afirmar que sempre teremos nossas diferenças.  
 
J. J. -   Você pretende terminar o curso na Argentina ou se transferir para alguma faculdade brasileira?
Bruno – A Argentina me proporcionou a realização de um sonho que, com certeza,  não tem preço. A gratidão de estar hoje estudando medicina é toda e exclusiva de Buenos Aires, que acolhe e ensina a sua cultura para todos aqueles que realmente tenham vontade. Gostaria de terminar meus estudos lá e poder devolver um pouco de todo o conhecimento e de toda cultura que recebo em meu dia- a- dia. Mas, a família no Brasil é um grande e forte fator que me faz querer talvez realizar a transferência para o Brasil.  
 
 J. J. -  Como os argentinos receberam a eleição do novo  presidente Macri?
Bruno - Macri foi recebido como algo inovador, algo que os argentinos esperavam há alguns anos, mudanças para uma melhora econômica do país. Macri é uma grande personalidade e podemos estar vendo alguém que irá fazer história com respeito ao presidencialismo na Argentina.  Um nome com muita visão de mercado e grandes projetos que estao por melhorar cada vez mas o país.
 
 
 

Bruno, segundo à esquerda, de pé, em sala de aula, com colegas

 

 

 

O jalesense andando de skate em uma das ruas centrais da capital da Argentina